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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Governador mantém demissão de policial acusado de matar músico sinopense

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O governador Pedro Taques (PSDB) manteve a demissão do investigador da Polícia Civil, Kleber Ferraz Albuês, acusado de assassinar e ocultar o cadáver do músico sinopense, Thiago Festa Figueiredo, em dezembro de 2011, em Cuiabá. Em julho, Taques havia instaurado uma revisão do processo administrativo, atendendo a uma solicitação da Ouvidoria Geral, que manifestou “indignação” pelo fato do suspeito ter retomado seu cargo, no final do ano passado, por decisão do ex-governador Silval Barbosa (PMDB) e do ex-secretário chefe da Casa Civil, Pedro Nadaf. Kleber havia sido demitido quatro meses antes.

Taques concluiu que o ato governamental assinado por seu antecessor, que recolocou o investigador no cargo “padece de vício insanável, impossível de convalidação, haja vista, que não estavam presentes os requisitos legais para se proceder a revisão do processo administrativo disciplinar”. O atual governador deixou claro ainda que, agora, atende a uma recomendação da Procuradoria Geral do Estado (PGE), ao optar por não readmitir o investigador nas fileiras da Polícia Civil.

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Conforme Só Notícias já informou, o ex-governador não deu detalhes sobre o motivo pelo qual Kleber foi readmitido como servidor público, uma vez que foi alvo de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) instaurado pela Corregedoria e a demissão foi a punição apontada ao final do processo. Logo após ter sido afastado, em julho de 2014, o investigador havia feito um pedido de reconsideração, negado pelo próprio Silval.

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No processo criminal onde responde pela morte e ocultação de cadáver do músico, o policial é acusado de ter privado a vítima de sua liberdade, mediante sequestro. O meio utilizado seria através de internação em casa de saúde destinada a tratamento de desintoxicação, sem qualquer autorização familiar ou consentimento da própria vítima.

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Na denúncia oferecida pelo Ministério Público Estadual (MPE) consta que Thiago, que residia em Sinop, estava de passagem por Cuiabá à caminho de São Paulo, onde deveria passar as férias com a mãe. No entanto, "foi rendido e coagido (supostamente pelo investigador, que estaria armado) a dirigir até a clínica de desintoxicação, de propriedade de um parente do policial".

Na clínica foi preparado um coquetel com as substâncias Levomepromazina, Clorpromizina e Prometazina. O policial é suspeito de trancar o músico em um quarto e o obrigar a tomar a medicação. O corpo foi encontrado no dia seguinte. O investigador é acusado ainda de transportar o corpo de Thiago até a Estrada da Guia – região do Bandeira, em Cuiabá, e o abandonar no local. Com o policial, a perícia teria encontrado também um documento de identificação e o carro da vítima, um Fiat Strada.

Segundo as investigações, os extratos bancários de Thiago apontam que ele fez um saque de R$ 5 mil um dia antes de morrer. Os cartões de banco bem como os pertences do músico nunca foram encontrados. O policial acusado de envolvimento na morte de Figueiredo é o mesmo que registrou a ocorrência e isolou o local onde o corpo foi encontrado, até a chegada da perícia, no dia do crime.

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