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Executores de homicídio motivado por seguro de vida são condenados em MT

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Dois executores do assassinato de Paulo Sander Alves foram condenados, ontem, pelo Tribunal do Júri de Rondonópolis (a 220 km de Cuiabá). Jean Paolo de Lima Pirolla recebeu a pena de 18 anos de reclusão e 10 dias-multa, enquanto Uemerson Gonçalves de Souza foi condenado a 19 anos de reclusão. O Conselho de Sentença reconheceu que o homicídio foi praticado com recurso que dificultou a defesa da vítima, além de confirmar a materialidade do crime de porte de arma de fogo de uso restrito cometido por Jean Paolo.

Os réus iniciarão o cumprimento da pena em regime fechado e não poderão recorrer da sentença em liberdade. A sessão de julgamento teve duração aproximada de 13 horas. Atuaram no júri as promotoras de Justiça Ana Flavia de Assis Ribeiro e Marcelle Rodrigues da Costa e Faria.

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Segundo a denúncia do Ministério Público do Estado, o crime ocorreu em fevereiro de 2016, por volta das 19h, em uma empresa de guincho. Segundo o MP, o homicídio teria sido meticulosamente planejado por um casal, proprietário do guincho, com o objetivo de receber uma indenização milionária de seguro de vida contratado em nome da vítima, que era funcionário da empresa. A mulher era beneficiária de 90% do valor segurado, estimado em R$ 1,8 milhão.

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A investigação apontou que, no dia do crime, a vítima foi atraída para o escritório da empresa, enquanto Jean Paolo, porteiro do prédio do casal, acompanhado de outros executores armados, foi alertado para buscá-lo. A entrada dos criminosos foi facilitada por Uemerson, também funcionário da empresa e primo da mulher. A vítima foi executada com disparos de arma de fogo.

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Conforme a promotora de Justiça Ana Flavia de Assis Ribeiro, o seguro de vida foi feito pelo casal em nome da vítima, que foi morta cerca de 20 dias depois. Os mandantes do homicídio também foram denunciados pelo MP, mas, como o processo foi desmembrado, ainda não foram submetidos a julgamento.

A informação é da assessoria do Ministério Público.

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