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quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Ex-marido acusado de matar juíza em Mato Grosso será interrogado

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Está marcada para o dia 11 a audiência que vai ouvir o réu Evanderly de Oliveira Lima, acusado de assassinar a juíza Glauciane Chaves de Melo. A oitiva será realizada em Alto Taquari, cidade onde houve o homicídio, a partir das 13h, e será comandada pelo juiz Luís Felipe Lara de Souza. No mesmo dia, antes de ouvir o réu, serão ouvidas testemunhas de defesa e também de acusação.

Após as ouvir os envolvidos, o juiz abrirá prazo as partes se manifestarem e em seguida o processo seguirá para sentença, que vai decidir se o acusado vai ou não a júri popular. De acordo com Souza, o processo tramita normalmente na Vara Única da comarca e corre em segredo de justiça, “pois contem dados que não podem ser expostos sobre a intimidade da vítima e do acusado”.

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Lima está preso em Cuiabá, na Penitenciária Central do Estado (antigo Pascoal Ramos) e no dia da audiência será escoltado até a justiça. Ele responde criminalmente por homicídio qualificado. No mês passado foram ouvidos os policiais que participaram das investigações e busca do assassino. Eles prestaram informações na comarca de Alto Araguaia.

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Conforme Só Notícias já informou, Glauciane Chaves de Melo foi assassinada na manhã de 7 de junho, pelo ex-marido Evanderly de Oliveira Lima, dentro do fórum da cidade, após uma discussão. O acusado deu três disparos, sendo que dois tiros acertaram na região da nuca da magistrada e fugiu em seguida. Ele foi preso três dias depois, quando foi localizado em uma região de mata, na zona rural da cidade.

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Nestes dias, Lima, que já foi bombeiro militar, utilizou roupas camufladas e capim seco para se encobrir durante o dia. Durante a noite ele andava para não ser localizado pelos policiais.

À época, quando foi ouvido na delegacia, Evanderly Lima utilizou seu direito de permanecer calado e só falar em juízo. Informalmente, em conversa com o delegado, afirmou que no dia do assassinato tinha ido até o fórum para conversar com a magistrada, pois não concordava com a separação e queria reatar o casamento.

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