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sábado, 7 de novembro de 2026
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Engenheiros florestais e entidades debatem falta de estrutura da Sema

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Membros da Associação Mato-grossense dos Engenheiros Florestais (Amef), do Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira de Mato Grosso (Cipem) e da Associação de Reflorestadores do Estado de Mato Grosso (Arefloresta-MT) reuniram-se, ontem à tarde, na sede do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso (Crea-MT) para discutir as providências que deverão ser tomadas em relação à morosidade da Secretaria de Estado de Meio Ambiente.

De acordo com os dirigentes das entidades, a situação que já se apresentava caótica com o desvio de milhões de recursos do Femam-Sema para a chamada conta única do estado e a defasagem e burocratização das ferramentas utilizadas para a operacionalização do sistema processual atingiu o seu ponto mais crítico com a dispensa dos mais de 120 estagiários e mais de 150 servidores contratados, fundamentais para o funcionamento do órgão.

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"Atualmente o licenciamento de uma propriedade rural leva em média quatro anos para ser liberada em Mato Grosso, prazo este que não ultrapassaria 15 dias se houvesse quadro técnico suficiente e preparado para atender a demanda", informaram os dirigentes presentes. Segundo a diretoria da Amef, uma das causas para a morosidade foi o aumento da burocracia imposta pela legislação ambiental, a falta de uma reestruturação profunda no sistema e na legislação estadual, falta de vontade política e a falta de recursos.

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O rombo na conta do Femam-Sema está na ordem de aproximadamente R$ 19 milhões, sendo R$ 12 milhões somente de 2012. Há processos de licenciamento protocolizados na Sema desde 2005, na fila de espera de liberação e as análises de mais de seis mil processos estão atrasados por falta de recursos, que são pagos adiantados, à vista pelos proprietários rurais. No mesmo período do ano passado o passivo não passava de 150 processos para análise.

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"Sem o Licenciamento Ambiental Único (Lau) o proprietário rural não consegue financiamento em bancos, nem fazer o plano de manejo florestal, o plano de exploração florestal, pedir queima, desmatamento ou qualquer outra atividade em sua propriedade.", enfatiza o presidente da Amef, o engenheiro florestal Joaquim Paiva de Paula.

Outra situação que se tornou constante na Secretaria, de acordo com os participantes da reunião, é a reprovação de projetos apresentados por Engenheiros Florestais devidamente regularizados juntos ao seu Conselho por servidores sem registro técnico que possuem apenas o ensino médio.

Os participantes dividiram-se em comissões para colocar em prática as deliberações decididas durante a reunião. A primeira ação será a mobilização junto ao Ministério Público e a Assembleia Legislativa ainda esta semana, uma vez que os apelos ao Poder Executivo teriam sito todos ignorados até o momento.

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