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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Empresários retomam bloqueio ao acesso de usina no Nortão

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Cerca de 200 comerciantes e representantes da União dos Comércios de Paranaíta (350 quilômetros de Sinop) voltaram a interditar, esta manhã, uma estrada rural que dá acesso à Usina Hidrelétrica (UHE) São Manoel, que está sendo construída no município. O bloqueio é feito com pneus e uma corda. A Polícia Militar acompanha a manifestação para evitar conflitos entre os moradores e os funcionários da usina. Apenas os caminhões da empresa responsável pelas obras estão sendo impedidos de trafegarem pelo local. Segundo uma fonte de Só Notícias, fazendeiros e sitiantes aderiram ao movimento.

A principal reclamação é em relação aos pagamentos dos funcionários da empresa que, segundo o presidente da câmara do município, José Domingos, o “Biro”, estão sendo feitos em Alta Floresta. “Os funcionários têm livre arbítrio para gastarem onde quiserem, mas entendemos que o pagamento deveria ser feito em Paranaíta. Da forma como está, o comércio perde muito. Jacareacanga (PA) recebeu compensações, enquanto tivemos poucas. Agora há esta questão dos pagamentos em Alta Floresta. Algo tem que ficar para nós”.

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Uma reunião para discutir as reivindicações do comércio local estava agendada para ocorrer, ontem. No entanto, nenhum representante do empreendimento apareceu, o que revoltou os empresários, que seguiram direto para a estrada de acesso à usina. “Estamos descontentes, pois o ônus da obra fica para o município, enquanto que as compensações vão para outros lugares”, disse, Biro, ao Só Notícias.

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Conforme Só Notícias já informou, ainda esta semana, o governador Pedro Taques recebeu demandas da região norte durante reunião com o deputado estadual Romoaldo Junior e o prefeito de Paranaíta, Tony Rufatto. Entre vários assuntos, eles discutiram os impactos trazidos pelas duas usinas hidrelétricas da região. Romoaldo explicou que as duas usinas, a de Teles Pires, que já está pronta, e a de São Manoel, que deve ser finalizada em 2018, sofrem com problemas de limites do município.

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O prefeito também reclamou que “por um erro de demarcação por parte do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)” as áreas das usinas aparecem como pertencentes ao Pará, que estaria recebendo a maior parte das compensações. Segundo ele, Jacareacanga não pretende abrir mão dos recursos e com isso todo o impacto da construção fica para Paranaíta. Conforme o prefeito, os cofres estaduais e municipais deixam de arrecadar R$ 33 milhões em São Manoel, em razão do que considerou “a injusta” divisão das compensações.

Outro lado

A Empresa de Energia São Manoel (EESM), responsável pela usina, informou que “fica a critério dos colaboradores a escolha do banco para receberem os salários em dia de pagamento como também a opção em decidir o translado para Alta Floresta ou Paranaíta. O empreendedor não possui meios legais que justifiquem impor ao trabalhador a realização da movimentação financeira somente em Paranaíta ou em qualquer outra cidade específica”.

Segundo a nota enviada à imprensa, o canteiro de obras da São Manoel conta, atualmente, com cerca de cinco mil colaboradores em áreas como construção civil, montagem e eletromecânica. “Deste efetivo de mão-de-obra, a maioria possui contas abertas em agências bancárias de Paranaíta em relação a qualquer outra cidade. Além dos colaboradores que utilizam o comércio de Paranaíta, a EESM mantém relações comerciais com cerca de 154 estabelecimentos de diversos segmentos no município”.

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