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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Dossiê: ex-diretor do Banco do Brasil diz que foi a Cuiabá fazer depósito

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O ex-diretor de gestão de risco do Banco do Brasil Expedito Veloso depôs hoje (22) à Polícia Federal (PF) em Brasília e afirmou que foi a Cuiabá “fazer depósitos na conta de pessoas indicadas por Abel Pereira”. O depoimento faz parte da investigação sobre o dossiê que ligaria políticos ao esquema de compra superfaturada de ambulâncias. Segundo a assessoria de imprensa da PF, o depoimento foi “improdutivo”.

Pereira é um empresário que teria vencido licitações do Ministério da Saúde na época em que o ministro era Barjas Negri, no governo Fernando Henrique Cardoso. Negri foi substituto de José Serra, atualmente concorrendo ao governo paulista pelo PSDB.

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Veloso definiu os depósitos como “uma operação técnica”, em entrevista após o depoimento. Ele foi depor como testemunha e não foi indiciado.

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Filiado ao PT, Veloso prestou serviço à campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição e pediu afastamento do cargo no Banco do Brasil na última quarta-feira (20), após ser citado como um dos envolvidos na montagem do dossiê.

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Questionado sobre a origem do dinheiro, Veloso se limitou a afirmar que não tem dinheiro. Sobre o dossiê, nada respondeu. Segundo a PF, ele foi citado no depoimento do petista Valdebran Padilha, preso em São Paulo com o dinheiro para a compra dos documentos.

Antes de Veloso, o advogado Aldo de Campos Costa também conversou com a imprensa, em nome do ex-assessor de análise de mídia e risco da campanha de Lula Jorge Lorenzetti – que também depôs hoje. Costa afirmou que seu cliente apresentou à Polícia Federal um “relato consistente” de todos os fatos desde o início da campanha até o dia 15, quando duas pessoas foram presas ao negociar a compra de material.

Segundo ele, o caso começou com um contato de Valdebran Padilha, filiado ao PT no Mato Grosso, estado em que a Planam tinha a maior atuação nas fraudes de compra superfaturada de ambulâncias. O petista teria procurado a campanha de Lula dizendo ter documentos que poderiam “comprometer a campanha estadual do PSDB em São Paulo”. Lorenzetti, segundo o advogado, pediu então para Gedimar Passos, Expedito Veloso e Oswaldo Bargas analisarem o material.

Outra declaração esclarecedora de hoje foi a do delegado da Polícia Federal Edmilson Bruno, que prendeu Valdebran e Gedimar em São Paulo. Ele afirmou que existe um dossiê que fala não só da Operação Sanguessuga, “mas de outras coisas”, e que envolve “todos os partidos políticos”.

No momento, quem presta depoimento é Oswaldo Bargas, responsável pelo capítulo de trabalho e emprego do programa de governo da campanha de Lula.

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