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Dois soldados são expulsos da PM no Estado por suborno

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O comando da Polícia Militar de Mato Grosso excluiu, a bem da disciplina, dois soldados da corporação. Eles são acusados de terem exigido de um motociclista flagrado com a documentação atrasada em uma abordagem, um capacete para liberar a motocicleta. A expulsão dos praças foi publicada no Diário Oficial, que circula hoje, e é assinada pelo coronel Nerci Adriano Denardi.

Conforme o despacho, o caso ocorreu em fevereiro de 2012. Durante uma abordagem de rotina, os policiais descobriram que a motocicleta pilotada por P.D.P.S estava com a documentação atrasada e deveria ser apreendida. O condutor disse aos policiais que a motocicleta era usada no trabalho, momento em que o soldado Marcos Fernando Mesquita de Souza disse a ele “vê o que você pode fazer por nós”.

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Em seguida, Mesquita afirmou que a esposa dele estava precisando de um capacete, apontando para uma outra moto que passava pelo local e dizendo a P. que o equipamento deveria ser como aquele. Para garantir o recebimento do produto, o soldado pegou o número do celular do motociclista e deu meia hora de prazo para a compra do produto e que P. não poderia “ferrar com ele”, pois o último que havia tentado tinha “se dado mal”.

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P. comprou então o capacete, por R$ 105 e marcou com o policial um encontro em uma lanchonete. Lá, entregou o capacete e ‘quitou’ a liberação da motocicleta. Dias depois, o motociclista foi localizado pelo outro policial que participou da abordagem, e também foi expulso, Alex Stênio Romero de Assunção.

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O policial acusou P. de estar espalhando na cidade que pagou um capacete para ter a motocicleta liberada. Assunção lembrou ao motociclista que não havia ganhado nada com a ação e, conforme relato contido no ato de expulsão, disse que quando estivesse sem farda e o encontrasse, iria dar uns murros, “isso se não desse um tiro no rosto do mesmo e, em ato contínuo, entrou na referida viatura e saiu do local”.

Por terem, conforme Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD), infringido valores éticos e disciplinares do Estatuto dos Militares Estaduais, a sindicância indicou a necessidade de expulsão dos policiais, fato consumado por Denardi, comandante geral da PM.

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