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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Delegado promete apontar responsáveis por acidente da TAM até outubro

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O delegado Antonio Carlos Menezes Barbosa disse hoje (16) que não vai esperar o fim da investigação do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) para apresentar ao Ministério Público suas conclusões sobre as causas e responsáveis pelo acidente com o vôo 3054 da TAM, que resultou na morte de 199 pessoas em julho de 2007.

Responsável pelo inquérito da Polícia Civil de São Paulo, Barbosa afirmou a parentes e amigos das vítimas, com os quais se reuniu em Brasília, que até outubro deve indiciar sete ou oito pessoas que acredita terem contribuído para a tragédia.

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“Não somos especialistas em aeronaves, mas eu não dependo do relatório do Cenipa para concluir o meu. Vou fazê-lo sem o do Cenipa”, disse o delegado, esclarecendo que enquanto a investigação do órgão militar ligado à Aeronáutica visa identificar as causas dos acidentes para fazer recomendações que aumentem a segurança dos vôos, a investigação policial busca apontar os culpados para que sejam julgados.

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Ao contrário da maioria dos familiares das vítimas, que desejam ver os responsáveis indiciados por crime doloso (quando há intenção de matar), o delegado defende que a melhor estratégia é a denúncia por homicídio culposo (quando não há intenção).

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“A nosso ver, não há, no momento, que se falar em dolo eventual, mas sim em homicídio culposo. Para o dolo eventual, teríamos que admitir que as pessoas tenham assumido o risco [de matar] e aderido à conduta. Não é o caso. A investigação aponta para imprudência, negligência e culpa, modalidades de crime culposo”, afirmou.

A tipificação do crime, no entanto, caberá ao Ministério Público, que irá analisar o relatório policial antes de decidir se deve ou não denunciar ao Poder Judiciário as pessoas apontadas pelo delegado.

“Queremos [a denúncia] mais grave para elas, mas temos que nos ater à ordem jurídica. Como delegado, acho que a denúncia tem que ser culposa. Isso não prejudica a investigação e vai agilizar o processo. É melhor apresentar como culposo e deixar virar doloso [no decorrer do processo] para não ocorrer o problema da prescrição. O tempo não pode passar porque a verdade vai fugindo, os fatos vão caindo no esquecimento. Quanto mais agilidade melhor”.

Também presente à reunião com os parentes das vítimas, o perito do Instituto de Criminalística de São Paulo, Antônio Nogueira, afirmou que não é possível dizer que as manetes das aeronaves estivessem na posição errada no momento do pouso. “Com o que sobrou do mecanismo das manetes, não dá para determinar a posição delas. Pela interpretação da caixa-preta, a única coisa que dá para determinar é que uma [manete] ficou em climb [posição de aceleração] e outra acionou para máximo reverso”. O perito disse preferir não fazer “cogitação” sobre se houve ou não falha do piloto. Seu laudo deve ser concluído em setembro.

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