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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Cuiabá: polícia investiga fraudes em moradias de programa federal

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Fraudes envolvendo moradias do programa Minha Casa, Minha Vida em Cuiabá e Várzea Grande serão alvos de investigação dos Ministérios Públicos Federal e Estadual. As prefeituras pedem apoio aos órgãos para identificar e pedir a punição dos envolvidos em invasões, locações e vendas das residências que têm cunho social e são usadas em especulações imobiliárias.

Na capital, a Secretaria de Cidades protocolará o pedido de investigação no Ministério Público Estadual (MPE) para que o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) ajude a Prefeitura no combate da prática criminosa. Para o titular da pasta, Suelme Fernandes, é nítida a existência de quadrilhas especializadas na invasão de casas do programa para vender a terceiros.

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Destaca ainda a venda irregular de áreas públicas, ocasionando prejuízo social e econômico em Cuiabá. "A gestão municipal precisa de ajuda para acabar com essas quadrilhas".

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A prefeitura destaca que somente nesta gestão a polícia prendeu 6 pessoas envolvidas em alguma irregularidade relacionada à venda de imóveis públicos, incluindo casas, terrenos, áreas verdes, áreas de preservação permanente (APP). Na última semana, quatro suspeitos foram flagrados atuando no Residencial Altos do Parque.

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Entre eles estava um chaveiro, que arrombava as casas e trocava as fechaduras para vender o imóvel posteriormente. O esquema foi denunciado à Polícia Militar por um morador que chegou em casa e encontrou uma pessoa residindo no imóvel. Com o chaveiro, foram encontradas 23 fechaduras.

Para o secretário, a conduta do bando afronta o Poder Público e demonstra a despreocupação com a punição. Relata que este é apenas um dos pontos a serem investigados nos casos envolvendo o Minha Casa, Minha Vida. "Estamos levantando nos residenciais os imóveis desocupados, alugados e vendidos para dar a destinação adequada e a quem precisa".

Conforme Fernandes, em uma visita rápida em 2 residenciais do programa foram identificadas 15 casas vazias. "Se o beneficiário foi contemplado e não ocupou a residência é porque não precisa. A desocupação, o aluguel e a venda demonstram clara intenção de especulação imobiliária e vamos buscar punição para os envolvidos".

Outro problema enfrentado pela gestão é a venda de lotes públicos por terceiros, alguns usam o nome e crachá da prefeitura para garantir confiança ao negócio. "São nomes conhecidos em toda cidade e alguns casos envolvem imobiliárias grandes. Vamos pedir investigação de todos os envolvidos e punição".

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