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quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Cuiabá: moradores reclamam da falta de transparência da Secopa

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Durante reunião realizada com o Ministério Público e Defensoria Pública, hoje, moradores dos bairros Castelo Branco, Bela Vista, Pedregal e Renascer reclamaram das dificuldades que estão encontrando junto à Secretaria Extraordinária da Copa de 2014 (Secopa) para obter informações sobre as desapropriações que serão realizadas para a construção da Avenida Parque do Barbado. Os moradores afirmam que a obra já foi licenciada e, até o momento, a Secopa não se manifestou sobre as providências que serão tomadas em relação às pessoas que residem nas áreas atingidas.

O Ministério Público e a Defensoria Pública também questionam a falta de planejamento para a realização das obras e a indefinição no tocante aos impactos sociais. "Na verdade, nós estamos trabalhando com prognósticos pois até o momento não tivemos acesso ao projeto real. Queremos nos antecipar para evitar maiores transtornos aos moradores desses bairros", destacou o promotor de Justiça que atua na Defesa da Ordem Urbanística, Carlos Eduardo Silva.

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De acordo com levantamento realizado pelo Defensoria Pública, somente na região do Castelo Branco aproximadamente 890 pessoas serão atingidas com as desapropriações. O defensor público Air Praeiro afirma que para ter acesso ao projeto inicial da Avenida Parque do Barbado teve que ingressar com ação civil pública. "O juiz determinou à Secopa que juntasse o projeto aos autos, mas o que foi apresentado ainda não contempla todo o trajeto da avenida", disse.

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O promotor de Justiça Carlos Eduardo Silva afirmou que a aproximação entre Ministério Público, Defensoria e os moradores da região que será afetada tem como objetivo buscar alternativas viáveis antes das remoções. Estuda-se, inclusive, a possibilidade de pleitear junto ao Governo do Estado a construção de uma unidade habitacional em área próxima ao local das desapropriações.

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"Muitas pessoas possuem moradias consolidadas nessa regiãol e já aguardavam a regularização fundiária. Não podemos ignorar o fato de que vários moradores construíram laços culturais, familiares e de convívio social, portanto não podem ser transferidos para bairros distantes", disse o representante do Ministério Público.

Segundo ele, já foi requisitado à Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa a realização de uma audiência pública no Parlamento Estadual para a discussão do assunto. "Esperamos que nesta audiência a Secopa possa esclarecer todas as dúvidas dos moradores, do Ministério Público e da Defensoria", disse.

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