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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Cuiabá: detectadas falhas em 6 de 17 postos de combustíveis

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Em seis dos 17 postos de combustível fiscalizados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Delegacia Especializada do Consumidor (Decon), Instituto de Pesos e Medidas de Mato Grosso (Ipem-MT) e o Ministério Público Estadual foram encontrados irregularidades. O trabalho iniciou na terça-feira (1) e foi finalizado hoje.

As fraudes detectadas nas bombas vão de vazamentos internos, que podem ocasionar numa explosão, a adulteração de combustível. Todos os seis postos tiveram as bombas interditadas e foram autuados administrativamente pela ANP e o Ipem-. As multas vão de R$ 30 a 90 mil, dependendo do tipo falha apresentada.

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A delegada da Decon, Ana Cristina Feldner, disse que a Polícia Civil acompanhou a fiscalização com denúncias de supostas fraudes no abastecimento de combustível. "Nossa preocupação era averiguar dois tipos de fraudes, a mecânica que dá pela falta de manutenção da bomba, e a fraude eletrônica, mais sofisticada, que pode ocorrer pela instalação de um chip dentro da bomba", destacou. "Todas as falhas detectadas foram mecânicas. Além delas também encontramos combustível adulterado", acrescentou.

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De acordo com Feldner, a Polícia Civil instaurou inquérito policial e os responsáveis pelos postos vão responder por crime contra a ordem econômica. "Esse crime tem uma questão pedagógica, não é punido por culpa. Temos que averiguar se houve a intenção de lesar o consumidor ou foi falha na manutenção das bombas".

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Quatro postos estavam com vazamento dentro da bomba, apresentando alto risco de explosão. Em outros dois foram detectados adulteração do combustível. Em um deles o Ipem constatou irregularidades em três bombas, uma com problema no bico, outra não zerava o marcador e terceira programada para abastecer a menos o tanque do veículo. O posto foi multado em R$ 33 mil.

Em outro posto a fiscalização identificou adulteração no combustível. Em uma das bombas o teor de água no álcool estava acima do permitido. Havia menos álcool, 91,3% do que o mínimo autorizado de 92,6%. A bomba foi interditada.

Em outro posto duas bombas foram lacradas por apresentar gasolina misturada com teor maior de álcool. A gasolina dos tanques de duas bombas foi encontrada com teor de 4% a mais do permitido na legislação. Segundo a ANP, o teor de álcool anidro misturado na gasolina liberado é de 25% com margem de erro de 26%, sendo encontrado na bomba 29%.

"O consumidor pode exigir aferição do combustível. Todo posto tem um balde de aferição e o consumidor por solicitar a medição do combustível", orienta a delegada Ana Cristina, ao afirmar que a Decon continuará realizando fiscalizações com base em denúncias recebidas na unidade ou pelo 197, da Polícia Civil.

A Delegacia do Consumidor irá apurar as responsabilidades pelas fraudes encontradas nos postos de combustíveis fiscalizados e os proprietários poderão ser indiciados por crime contra a ordem econômica, com pena de detenção de 1 a 5 anos.

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