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domingo, 8 de novembro de 2026
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Cuiabá: 60 estabelecimentos são fiscalizados por poluição sonora

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A prefeitura fiscalizou 60 estabelecimentos por excesso de poluição sonora durante o primeiro semestre deste ano. As operações, que aconteceram no período noturno nos finais de semana, foram feitas com o apoio da Polícia Militar e resultaram em 30 notificações, 13 multas emitidas e sete interdições por ausência de alvará de funcionamento. Dentre os lugares fiscalizados, estão casas de festas clandestinas, bares com alto índice de violência e criminalidade, além dos pontos denunciados por moradores das regiões.

“Ainda que o número aparenta ser pouco expressivo, é importante ressaltar que estas ações só podem ocorrer em determinados dias e horários. Por se tratar de poluição sonora, nossas equipes de fiscalização só começam a operar nas ruas após a meia noite, quando os problemas mais frequentes se atenuam. Além disso, bares dessa natureza possuem seus grandes fluxos nos finais de semana, quando o desrespeito  com os moradores da região aumenta, uma vez que muitos proprietários consideram aceitável extrapolar os limites em dias como sexta e sábado. Portanto, todo o trabalho desenvolvido por nós gira em torno dessas variáveis que garantem ou não o pleno sucesso da operação. E é nosso papel pensar no bem-estar da população e por isso realizamos um cuidadoso procedimento de gerenciamento das áreas, espaços e dias adequados para então agirmos”, afirmou o secretário de Ordem Pública, Eduardo Henrique de Souza.

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A grande motivação dessa série de operações rotineiras é o comprometimento da segurança pública por parte de alguns estabelecimentos. Além de denúncias de assaltos supostamente feitos por frequentadores de bares próximos à residências, foi constatado pela Polícia Militar que as abordagens frequentes dos policiais já não afugentavam, nem surtiam efeito prolongando sobre os proprietários dos espaços ou sobre as irregularidade cometidas. Segundo o secretário-adjunto de Fiscalização, Noelson Carlos Silva Dias, as ações extrapolavam problemas com poluição sonora, atingindo questões muito mais complexas.

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“Durante nossas fiscalizações, percebemos que muitos estabelecimentos não possuem os requisitos básicos para abrir suas portas, como alvará de funcionamento, de publicidade e sanitário. Ou seja, as condições desses espaços eram completamente insalubres e impróprias. Associado a isso, esses locais ainda sofrem com o alto consumo de álcool e o grave problema de som, exageradamente acima do limite de 45 dB (A), para áreas residenciais. Isso acabou resultando na apreensão dos equipamentos. Em alguns casos, constatamos também a comercialização e consumo de entorpecentes nos pontos, gerando consequências desastrosas como brigas e confusões. O problema que temos é maior que o excesso de som. É uma questão de segurança pública da população”.

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