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quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Construção civil começa a dar sinais de reação

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O setor imobiliário começa a dar os primeiros sinais de reação. Mas, escaldadas, as incorporadores tentam achar o ponto de equilíbrio entre não ficar para trás, no momento em que a economia parece dar os primeiros sinais de recuperação, e nem repetir a euforia do excesso de lançamentos pré-crise. Desemprego, devoluções de imóveis e endividamento das famílias ainda preocupam, e as entidades da construção não esperam uma retomada sólida antes do ano que vem.

Para Flavio Amary, presidente do Secovi-SP, a crise levou as empresas do setor a reavaliar estratégias, mas a demanda por imóveis segue firme. “Como o ano passado foi muito ruim, a expectativa é que os lançamentos em São Paulo aumentem 10% neste ano.” A maior parte desses residenciais concentrada em padrão baixo ou médio.

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O primeiro semestre foi de aumento nas vendas de imóveis, segundo a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc). As vendas líquidas somaram 32.465 unidades, alta de 17,8%, e os distratos, 17.785 unidades, queda de 20%, ante igual período de 2016. O representante comercial e sócio de uma cervejaria Caio Ranzatti, de 30 anos, e a designer de joias Bruna Fujino, de 28, estão entre os que compraram um imóvel. Eles planejavam alugar um apartamento ao se casarem, daqui a dois anos. “Vimos que a prestação não ficaria distante do custo da locação. A crise preocupa, mas não dá para viver em função dela.”

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A realidade do setor imobiliário, porém, é de um otimismo cauteloso: mesmo que os lançamentos superem os do ano passado, não há perspectiva de corrida aos estandes.

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Na MBigucci, os últimos dois anos serviram para comprar terrenos. “Boas oportunidades surgiram, para quando o País reaquecer”, diz Milton Bigucci, presidente da empresa. A construtora do ABC espera a recuperação progressiva das montadoras para lançar mais. Como um residencial leva de dois a três anos para sair do papel, as empresas olham horizontes de médio e longo prazos. “O setor não aguentaria um voo de galinha da economia”, diz o copresidente da Even, João Azevedo.

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