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quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Conselho aprova prorrogação de contrato da prefeitura com Oscip que administra UPA de Sinop

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A plenária do Conselho Municipal de Saúde de Sinop (CMSS) aprovou, em reunião ordinária, a prorrogação do contrato entre a prefeitura e a Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) Agência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Adesco). A empresa, que atua no município desde 2014, é responsável pela contratação de parte dos funcionários da Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

A decisão dos conselheiros, conforme justificativa publicada no Diário Oficial do Tribunal de Contas do Estado, leva em consideração o vencimento do termo de parceria em 18 de maio. Para o Conselho, o objetivo é manter a continuidade dos serviços prestados na UPA, levando em conta que o processo de seleção de uma nova organização está, atualmente, em tramitação, mas pode se estender até junho. Pela decisão do plenário, caso a parceria seja prorrogada, o teto máximo de taxa administrativa paga à Adesco não deverá ser superior a 15%.

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Em dezembro do ano passado, o mesmo conselho aprovou resolução pedindo o encerramento do contrato. Naquele mês, a plenária ainda aprovou o encaminhamento de um ofício ao secretário municipal de Saúde, André Marchioro da Silva, requerendo “esclarecimentos” sobre o modelo de empresa que possivelmente substituiria a Oscip. O CMSS queria também que a prefeitura elaborasse uma planilha de comparativos de custos financeiros entre a Adesco, Organizações Sociais de Saúde (OSSs), empresa pública e funcionários efetivos.

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Os conselheiros também cobraram, na ocasião, um parecer jurídico que demonstrasse a “legalidade de modelo” de contratação de OSSs para atuação na Secretaria Municipal de Saúde.

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Em outubro do ano passado, desembargadores da Primeira Câmara do Direito Coletivo do Tribunal de Justiça acataram o pedido feito pelo Ministério Público Estadual (MPE) e determinaram a suspensão da parceria firmada entre o município e a Adesco. A prefeitura recorreu alegando que queria evitar a paralisação dos atendimentos da UPA.

Conforme Só Notícias já informou, ao ingressar com ação civil pública, ainda em 2014, o MPE alegou que a parceria firmada com a Oscip teria um custo estimado de R$ 22,2 milhões e a finalidade seria a terceirização para a prestação de serviços públicos. O MPE justificou que o município estaria burlando a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), em relação ao limite de gastos, e que o objetivo da parceria seria “ratificar a irregularidade” com a terceirização de 250 cargos públicos, “na sua grande maioria previstos na Lei Municipal nº 1.604/2011, que dispõe sobre o Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos dos Servidores Públicos de Sinop”.

Para os desembargadores, “a parceria com a Oscip vem sendo realizada desde o ano de 2014, o que, ao menos em tese, revela que os serviços vêm sendo prestados de maneira permanente em detrimento da nomeação de novos servidores públicos”. A relatora, desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, citou a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF), que entende que é “juridicamente aceitável a celebração de parceria entre o poder público e Oscip, mas torna-se incabível a utilização desse expediente, quando contratados prestadores de serviços terceirizados para o exercício de funções próprias da atividade fim da entidade pública”.

Em primeira instância, os argumentos do MPE não foram aceitos e o pedido liminar para suspender a parceria acabou não sendo acatado. Diante de tal decisão, a Promotoria recorreu e, desde então, o recurso aguardava julgamento em segunda instância.

Em 2017, a prefeitura chegou a abrir nova licitação para contratar outra Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) para administrar a Unidade de Pronto Atendimento (UPA). O teto seria de R$ 20,2 milhões, com um contrato de 12 meses, podendo ser prorrogado por até 60 meses. Com isso, a parceria com a Adesco seria encerrada.

No entanto, o juiz da 6ª Vara Cível, Mirko Vicenzo Gianotte, mandou anular o certame, sob a justificativa de que a atual parceria (com a Adesco) ainda estaria sendo analisada para posterior julgamento. Para o magistrado, não caberia ao município “substituir” uma Oscip por outra antes de obter a confirmação sobre a legalidade da primeira parceria. A prefeitura de Sinop acabou acatando a decisão judicial, cancelou a licitação e prorrogou a parceria com a Adesco por mais alguns meses.

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