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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Bancários de Sinop também devem aderir a greve nacional na próxima semana

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O diretor regional do Sindicato dos Bancários de Mato Grosso (SEEB-MT), Marcos Saltarelli, informou, esta manhã, ao Só Notícias, que cerca de 300 bancários das 11 agências sinopenses devem aderir à greve nacional. A assembleia para decidir se haverá rejeição da proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) será, esta tarde, em Cuiabá. A previsão é que a greve inicie na próxima terça-feira (6).

“Não tenho dúvidas que todas as unidades bancárias estarão fechadas. Eles deram uma proposta muito inferior à reposição. Haverá apenas o autoatendimento, trabalho interno e atendimento aos aposentados. Nosso poder de compra enfraqueceu durante este período. Os bancos têm como repor pelo menos a inflação aos funcionários”, disse Saltareli, ao Só Notícias.

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A categoria reivindica reajuste salarial de 14,78%, o que significa 5% de aumento real acima da inflação; piso salarial de R$ 3.940,24 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último); vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá no valor de R$ 880 ao mês para cada (salário mínimo nacional); melhores condições de trabalho, com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários; fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas; plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários e auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.

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“A proposta de 6,5% de reposição [proposta pelos banqueiros] representa apenas 68% da inflação (INPC projetado em 9,57%), o que significa uma perda salarial de 2,80%. E ainda insistem na política de abono que tanto prejudicou a categoria nos anos 1990. Além de ser uma proposta insuficiente, questões importantes, como garantia de emprego, saúde e condições de trabalho foram ignoradas pelos patrões”, avaliou o presidente do sindicato estadual e integrante do Comando Nacional, Clodoaldo Barbosa.

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