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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Atendimento no Hospital Metropolitano de Várzea Grande é suspenso

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Médicos do Hospital Metropolitano, em Várzea Grande, suspenderam os trabalhos na unidade após quatro meses de salários atrasados. A greve teve início ontem e pegou muitos pacientes de surpresa. Alguns deles, que moram no interior, estavam com consultas agendadas e tiveram que ir embora sem o atendimento.

No hospital, que é responsabilidade do Estado, as cirurgias eletivas das áreas de ortopedia, bariátrica e geral, foram suspensas por tempo indeterminado e os exames de tomografia e ultrassom não estão sendo realizados. De acordo com um documento que foi encaminhado à diretoria da unidade no início desse mês, os atrasos salariais são registrados desde setembro do ano passado. Além da questão do salário, há ainda a falta de insumos necessários para os atendimentos.

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Segundo os médicos, a situação na unidade é preocupante. No hospital, que é referência em cirurgias de alta complexidade de ortopedia, traumatologia, trauma facial e cirurgia bariátrica, a interrupção dos serviços médicos assistências coloca em risco a vida de pacientes, em especial os que estão na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

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Adiane Larissa de Alpino, 19 anos, levou cerca de três anos para conseguir uma cirurgia no joelho. Após procurar a Justiça e conseguir uma liminar que obriga o Estado a fornecer a cirurgia e o tratamento, a jovem, que mora em Jauru, foi comunicada em dezembro que passaria por uma consulta na unidade, que estava agendada para ontem. “Eu cheguei aqui por volta das 7h e eles me disseram que a consulta ia precisar ser reagendada porque os médicos estão em greve”.

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Situação parecida é de Ângela Morais Martins que veio de Sinop para acompanhar o cunhado que estava com a cirurgia ortopédica agendada para ontem. “Chegamos aqui domingo, aí ele já foi internado. A cirurgia que estava marcada para ocorrer na parte da manhã de segunda-feira, não aconteceu e ninguém sabe ao menos me informar se vai acontecer”.

De acordo com ela, na unidade os funcionários não sabem informar quando a situação será regularizada. “A gente fica aqui sem saber de nada. Queremos uma posição”.

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