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sábado, 7 de novembro de 2026
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Assassino que estuprou e enterrou corpo de mulher é condenado a 60 anos de cadeia em Mato Grosso

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Valdinei Pedroso de Almecê foi condenado, em júri popular, a 60 anos de reclusão, por feminicídio qualificado, estupro e ocultação de cadáver de Maria Selma Rocha dos Anjos, em Rondonópolis (a 212 km de Cuiabá). Valdinei também foi condenado por ameaça contra a ex-companheira Grazyelle Pereira da Silva, para quem enviou imagens da ação criminosa após matar Maria.

A sentença, do juiz Leonardo de Araujo Costa Tumiati, fixou o regime inicial fechado e negou ao condenado o direito de recorrer em liberdade. Ele segue preso na Mata Grande. 

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O conselho de sentença reconheceu a autoria e a materialidade dos crimes e acolheu as qualificadoras de motivo fútil, tortura e de recurso que dificultou a defesa da vítima no feminicídio. Na fixação da pena, o juiz destacou a extrema violência empregada na execução dos delitos, os antecedentes criminais do réu, seu histórico de violência doméstica e o fato de ter filmado e compartilhado imagens do crime. 

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De acordo com a denúncia da promotora de Justiça Ana Flávia de Assis Ribeiro, o crime ocorreu em junho de 2025, em uma residência no Jardim Residencial Mathias Neves, em Rondonópolis. O acusado teria atraído Maria Selma até o imóvel motivado por vingança, após ela supostamente fazer comentários depreciativos sobre ele para uma ex-companheira. 

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Segundo as investigações, a vítima foi amordaçada, agredida e submetida a intensa violência física e sexual. Conforme o MP, antes de matá-la, o condenado a estuprou e praticou outros atos libidinosos mediante violência. Na sequência, a vítima foi assassinada por razões da condição do sexo feminino, em contexto de violência doméstica e familiar. 

Valdinei enterrou o corpo cobrindo-o com lona e entulhos, lançou produto químico sobre o cadáver na tentativa de disfarçar o odor e dificultar sua localização. Quando o corpo foi encontrado, apresentava sinais de extrema violência e tortura. 

As investigações também revelaram que o condenado filmou a ação criminosa e enviou as imagens, por meio de mensagem de visualização única no WhatsApp, à ex-companheira Grazyelle Pereira da Silva, que também foi ameaçada. Ao reconhecer o local mostrado no vídeo, ela acionou a PM que, com apoio da Polícia Civil, localizou o corpo. Ele foi preso em flagrante, informa a assessoria do MP.

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