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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Arco de Fogo: 5 são presos em acampamento clandestino

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Ibama, Polícia Federal e Força Nacional de Segurança, que participam da operação Arco de Fogo, desmontaram um acampamento clandestino de exploração seletiva de madeira, a 185 quilômetros de Sinop, ontem. Cinco pessoas foram presas e conduzidas à sede da Polícia Militar de Itanhangá para serem autuadas em flagrante. Fiscais e policiais ficaram impressionados com a estrutura organizada para cortar as árvores.

O acampamento foi localizado durante sobrevôos de fiscalização. Também foram avistadas várias esplanadas (lotes) de madeira em clareiras no meio da mata. A equipe da Arco de Fogo chegou de madrugada ao local, em 10 veículos. Os alojamentos, localizados à beira de um curso d’água, foram desativados. Máquinas, equipamentos e armas foram apreendidos, de acordo com o órgão. No local, havia gerador de energia, bomba d’água, radiocomunicação e até máquinas de lavar roupa. Foram recolhidos 3 camionetes, duas motos, 6 tratores (entre eles “skidders”, que retiram as árvores derrubadas) e 7 motosserras. A polícia encontrou um revólver e uma espingarda.

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A pessoa apontada como responsável pelo acampamento disse que está na área há 15 dias. Ele, que mora em Sinop, alegou ter sido contratado para explorar mais de 2 mil hectares de floresta. Porém, o proprietário da fazenda afirma não ter qualquer relação com os devastadores. Segundo levantamento do Ibama, o líder da exploração ilegal foi deixado como fiel depositário de uma das camionetes encontradas no acampamento durante fiscalização em 2006.

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A operação do Ibama, PF e FNS desbaratou a exploração logo no início. Hoje, o Ibama começa a medir a madeira. Os cálculos vão servir de base para a definição do valor da multa. A PF abriu inquérito para investigar outros envolvidos. Calcula-se que 600 metros cúbicos de espécies típicas da região – cedrinho, itaúba, cambará, etc – tenham sido explorados.

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