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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Alta Floresta pára amanhã e prepara ‘dossiê’ da Arco de Fogo

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A exemplo de Sinop, entidades de variados segmentos se reunirão com a comissão externa de riscos ambientais do Senado, amanhã, às 9 horas, em Alta Floresta. Órgãos públicos, comerciantes e indústrias vão fechar as portas em manifesto, e mobilizar trabalhadores e servidores na audiência.

Um relatório sobre a situação do município e os efeitos da operação Arco de Fogo, desencadeada em março pelo Ibama, Polícia Federal e Força Nacional, em todo o Estado, após divulgação de números de desmate em municípios, também será entregue pela prefeitura, sindidcatos, associações, Codam e Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL).

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Segundo o presidente do Sindicato dos Madeireiros do Extremo Norte, Lindomar Dela Justina, o setor vai se unir aos outros segmentos, que também estão sendo prejudicados. “Vamos falar a mesma língua, inclusive com o pessoal de Sinop, já que os problemas são os mesmos”, destacou, ao Só Notícias.

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Além de se reunir com entidades, a comissão do Senado vai vistoriar alguns municípios apontados entre os maiores devastadores da Amazônia, e apurar irregularidades da ação da Polícia Federal, Ibama e Força Nacional, além dos impactos. Alguns municípios denunciaram a ação abusiva na operação, quando policiais armados com metralhadoras entraram nos pátios das madeireiras para fazer as vistorias.

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Outro ponto criticado e questionado na Justiça Federal foi o sistema de medição de toras que estavam nos estoques das indústrias. O Ibama adotou um critério desconsiderando termo firmado com a Secretaria de Meio Ambiente. Madeireiras recorreram à Justiça que obrigou o Ibama a seguir o procedimento firmado com a Sema que os madeireiros vinham seguindo.

Após as visitas, os senadores pretendem confrontar os dados sobre desmates, que foram divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e que resultaram na proibição de atividades nas áreas embargadas, tanto da pecuária como madeireira. O próprio Inpe admitiu, recentemente, que cerca de 40% dos dados estavam errados e não eram cortes rasos de árvores, porém, os embargos foram mantidos.

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