Alta Floresta: entidades pedem a senadores fim da Arco de Fogo
Senadores que integram a comissão externa de riscos ambientais receberam, hoje de manhã, relatórios e documentos apontando o impacto da operação Arco de Fogo na região de Alta Floresta, municípios apontada entre os maiores devastadores da Amazônia pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Cerca de três mil pessoas se mobilizaram no CTG e acompanharam os pronunciamentos de lideranças do setor produtivo. Segundo o presidente do Sindicato dos Madeireiros do Extremo Norte, Lindomar Elias Dela Justina, foi pedido a suspensão da operação, que estaria sendo conduzida com “demonstração de força e poder e tem amedrontado a população”. “Acreditamos que os senadores estão entendendo a necessidade de tomar atitudes na condução da operação”, acrescentou.
A prefeita Maria Izaura também reforçou as cobranças alegando as constantes ações na região, que resultam no aumento do desemprego e fechamento de empresas.
A Arco de Fogo foi deflagrada em março para combater o desmatamento nos municípios apontados entre os maiores devastadores da Amazônia. Porém, os dados divulgados pelo INPE foram questionados e o setor de base florestal alega algumas arbitrariedades. O próprio Inpe já admitiu que houve erros em pelo menos 40% dos números divulgados.

Ainda, hoje à tarde, os senadores seguem para Sinop, onde, às 17h30, têm audiência com várias entidades. Todo o material recolhido e dados apurados em vistorias in loco serão estudados para definir as medidas que serão tomadas.
Compõe a comissão Jayme Campos (DEM), Flexa Ribeiro (PSDB-PA), além de Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), Expedito Júnior (PR-RO), Serys Slhessarenko (PT) e Gilberto Goellner (DEM).







