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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Advogada acusada de integrar quadrilha de assalto a bancos em MT está solta

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Presa sob acusação de integrar uma quadrilha especializada em assaltos a bancos na modalidade “novo cangaço”, a advogada J.M.M.P. conseguiu um habeas corpus junto à Justiça de Mato Grosso e a partir de agora responderá ao processo em liberdade. A decisão é do desembargador José Jurandir de Lima. Ela foi presa no dia 4 deste mês durante a operação “Suporte” deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Estado (MPE) para prender dez pessoas envolvidas em assalto a duas agências bancárias em outubro do ano passado em Comodoro (região Oeste).

O pedido de relaxamento da prisão da advogada foi requerido por seu defensor Luciano Augusto Neves no dia 6 de fevereiro, ou seja, dois dias após a prisão dela. Alegou que a decisão do Juízo da 1ª Vara da Comarca de Comodoro que decretou a prisão dela se mostra “exagerada, inconsistente, genérica e não apontou uma única participação dela em nenhum ato ilícito, e que portanto, a manutenção da prisão configuraria em ato infraconstitucional por ferir o artigo 93 da Constituição Federal e outros dispositivos legais. Sustentou ainda que ela é ré primária e o magistrado que decretou a prisão não levou em consideração os “bons antecedentes, profissão lícita e nunca sequer respondeu a qualquer processo criminal, ressaltando ainda que é genitora de duas filhas menores de idade”.

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Dessa forma, os argumentos da defesa foram aceitos pelo desembargador José Jurandir de Lima, da Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). “Pelo exposto, defiro a liminar pleiteada e determino a imediata expedição de Alvará de Soltura em favor da paciente Jackeline Moreira Martins Pacheco; se por outro motivo não estiver presa. Oficie-se com urgência ao juízo acoimado de coator, acerca da decisão, requisitando-lhe informações no prazo legal. Após, remetam-se os autos à douta Procuradoria-Geral de Justiça para os devidos fins; retornando-me conclusos”, diz trecho da decisão do magistrado.

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As investigações do MPE demonstraram que várias pessoas estavam ligadas direta ou indiretamente com os assaltantes, dando suporte para a invasão das agências do Banco do Brasil e Bradesco. Além da advogada, mais quatro pessoas. Na ocasião, outras cinco pessoas eram consideradas foragidas da Justiça.

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