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quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Morre o Papa Emérito Bento 16

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O papa emérito, Bento 16, morreu neste sábado de manhã, em Roma, aos 95 anos.  “Com pesar informo que o Papa Emérito Bento XVI faleceu hoje às 9h34 (horário Italiano), no Mosteiro Mater Ecclesiae, no Vaticano. Assim que possível, serão enviadas novas informações”, informou o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni.

O Vatican News informa que, desde quarta-feira passada, quando o Papa Francisco afirmou que seu predecessor estava muito doente, fiéis do mundo inteiro se uniram em oração pela saúde do Papa emérito.

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Bento XVI  vivia no Mosteiro Mater Ecclesiae desde sua renúncia ao ministério petrino, em 2013. O corpo do Papa emérito estará na Basílica de São Pedro para a saudação dos fiéis a partir da segunda-feira, 2 de janeiro.

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O ex-porta-voz de Bento 16, o padre jesuíta Federico Lombardi, disse que, “enfim, o momento do encontro com o Senhor chegou. Não se pode certamente dizer que foi inesperado e que o nosso grande ancião tenha chegado desprevenido. Se o seu predecessor nos havia dado um testemunho precioso e inesquecível de como viver na fé uma doença progressiva dolorosa até a morte, Bento XVI nos deu um belo testemunho de como viver na fé a fragilidade crescente da velhice por muitos anos até a morte. O fato de haver renunciado ao papado a tempo oportuno lhe deu a permissão – e a nós com ele – de percorrer este caminho com grande serenidade”.

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Lombardi disse que o papa emérito “teve o dom de completar o seu caminho conservando uma mente lúcida, aproximando-se com esperança, plenamente consciente, a essas “realidades últimas” sobre as quais teve como poucos a coragem de pensar e falar, graças à fé recebida e vivida. Seja como teólogo ou seja como Papa ele nos falou de maneira profunda, crível e convincente. As suas páginas e as suas palavras sobre escatologia, a sua encíclica sobre esperança permanecem como um presente para a Igreja sobre a qual a sua oração silenciosa pôs o selo nos longos anos de retiro “sobre o monte”.

Frederido Lombardi também lembra que, “dentre as muitíssimas coisas que podem ser recordadas do seu pontificado, aquela que honestamente me pareceu e continua a se revelar como a mais extraordinária para mim foi que precisamente naqueles anos conseguiu escrever e completar a sua trilogia sobre Jesus. Como poderia um Papa, com as responsabilidades e as preocupações da Igreja universal, que efetivamente carregava sobre os ombros, ser capaz de escrever uma obra como aquela? Certamente era o resultado de uma vida de reflexão e de pesquisa. Mas indubitavelmente a paixão interior, a motivação, deveriam ser formidáveis. As suas páginas vinham da caneta de um estudioso, mas ao mesmo tempo de um crente que havia empenhado a sua vida na busca de um encontro com o rosto de Jesus e que via neste encontro ao mesmo tempo a realização da sua vocação e do seu serviço aos outros”.

“Neste sentido, por mais que eu entenda bem porque ele havia esclarecido que aquela obra não deveria ser considerada “magistério pontifício”, continuo a pensar que essa seja parte essencial do seu testemunho de serviço como papa, isto é, como fiel que reconhece em Jesus o Filho de Deus, e em cuja fé se pode continuar a apoiar também a nossa. Dessa forma não posso considerar casual o fato de que o tempo da decisão da renúncia ao papado, no verão de 2012, coincida com aquele da conclusão da trilogia sobre Jesus. Tempo de cumprimento de uma missão centrada sobre a fé em Jesus Cristo”.

Em instantes mais detalhes

 

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