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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Justiça remarca júri popular de acusados de matar homem a pauladas e pedradas em Sinop

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A Justiça de Sinop decidiu adiar o julgamento dos suspeitos de assassinar Carlos Alexandre Leite da Silva, 31 anos. A vítima foi morta a pauladas e pedradas, em janeiro de 2017, em uma região de chácaras na comunidade Vitória, em crime supostamente motivado pela guerra entre facções criminosas.

O julgamento estava previsto para o último dia 30. Porém, às vésperas da sessão, o advogado de um dos réus informou que estava com suspeita de covid-19. Desta forma, a Justiça remarcou o júri popular para 23 de março do ano que vem.

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Em junho de 2021, a Justiça já havia colocado em liberdade um dos acusados, mediante o cumprimento de medidas cautelares. A defesa do outro réu, então, entrou com pedido para que houvesse extensão do benefício, o que foi negado, inicialmente.

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O julgamento seria em setembro do ano passado, mas também acabou não sendo realizado em razão da ausência de um promotor. Ao remarcar o júri para este ano, a Justiça decidiu ainda libertar o segundo réu, que estava preso desde 2017.

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Conforme Só Notícias já informou, em 2018, a Justiça decidiu mandar a dupla a júri popular por homicídio qualificado, cometido por motivo torpe, de maneira cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. Os réus também foram pronunciados por corrupção de menores (seis vezes) e organização criminosa.

No final de 2020, a Justiça impronunciou um terceiro acusado de envolvimento no homicídio. Com a decisão, o homem não irá a júri popular e deixou de responder pelo crime, a não ser que surjam novos indícios de autoria.

De acordo com a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), o crime foi cometido por cerca de dez pessoas, a maioria, menores de idade. Um policial civil que trabalhou nas investigações declarou à Justiça que o assassinato foi motivado em razão de uma briga entre facções.

Detalhou também que o rosto da vítima ficou totalmente desfigurado “em razão dos diversos golpes que sofreu”. Os criminosos também escreveram, ao lado do corpo de Carlos, as siglas C.V., em referência a uma facção criminosa.

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