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domingo, 8 de novembro de 2026
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Política

Desembargador nega prisão domiciliar e mantém no Centro de Custódia chefe de gabinete de Emanuel Pinheiro

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O desembargador Marcos Machado negou o pedido de prisão domiciliar e decidiu manter o chefe de gabinete da prefeitura de Cuiabá, Antônio Moreal Neto, no Centro de Custódia da Capital. A decisão foi publicada hoje em resposta a um pedido da defesa, que alegou que a unidade prisional não tem capacidade de manter Antônio em local separado dos demais presos.

Ao negar o pedido, o desembargador levou em consideração a resposta a um ofício direcionado à diretoria do Centro de Custódia, que confirmou que o chefe de gabinete está em local isolado. “Desde a vigência da Lei nº 8.906/1994, a referida unidade prisional destina-se a presos que possuem prerrogativa de prisão especial e, nesse local, estiveram segregadas diversas autoridades, tais como deputados, procurador de Estado, desembargador, secretários de Estado e, até mesmo, ex-governador”, disse Marcos Machado, na decisão.

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“No caso, a Defesa do investigado não apresenta documento apto a comprovar que o local não possua boas condições de higiene e salubridade, tampouco que a decisão constritiva, prolatada pelo desembargador Luiz Ferreira da Silva, não tenha sido devidamente cumprida pelo sistema prisional”, completou o desembargador.

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Antônio está com prisão temporária decretada por cinco dias e ainda deverá prestar depoimento. Em seguida, a Justiça irá decidir se ele será solto ou continuará preso.

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Antônio Monreal Neto foi preso, ontem de manhã, por ordem do desembargador Luiz Ferreira da Silva, na operação feita pelo Ministério Público (GAECO) e a Polícia Civil, por irregularidades nas nomeações de mais de 250 aliados políticos como servidores na secretaria de Saúde, a maioria sem ‘formação profissional’ para exercer as funções que, de acordo com o Ministério Público, já custaram aos cofres públicos, R$ 16 milhões. Antônio foi acusado de dar “ordem aos servidores que se encontravam no recinto para que não prestassem informações e tampouco apresentassem documentos ao Ministério Público, obstruindo, por conseguinte, a investigação e afrontando as autoridades”.

O Tribunal de Justiça também decidiu afastar o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) do cargo. O MP e a polícia acusam ele e seu grupo político de utilizar a secretaria municipal de Saúde “como instrumento de angariar apoio de vereadores passado, presente e futuro”, “com as contratações irregulares de servidores temporários, além do pagamento da gratificação indevida do “Prêmio Saúde”, em valores definidos pelo chefe do Poder Executivo de acordo com critério pessoal

O vice-prefeito José Roberto Stopa assumiu interinamente como prefeito.

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