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quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Índios que protestam contra Ferrogrão liberam tráfego na BR-163, diz PRF

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A Polícia Rodoviária Federal confirmou, há pouco, ao Só Notícias, que o grupo de ao menos 90 índios da etnia Kayapó liberou, por volta das 12h, o tráfego de veículos na BR-163, no quilômetro 332, na região de Novo Progresso (597 quilômetros de Sinop). Não foi informado se devem fazer um novo fechamento da pista. Alguns líderes indígenas estão em reunião, neste momento. A interdição começou ontem, às 6h40 e foi permitida passagem de ambulâncias com pacientes.

Ainda de acordo com a PRF, os indígenas serão notificados a partir das 18h da decisão proferida, ontem à noite, pela  juíza federal, Sandra Maria Correia da Silva, que acatou pedido da União  que determinou o desbloqueio da BR-163. O governo federal afirmou que a mobilização ocasionou e ocasionará “diversos transtornos aos usuários da rodovia, moradores das localidades limítrofes e à economia regional em razão da intensa circulação viária”.

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Ressaltou ainda que “os potenciais prejuízos causados aos usuários são incomensuráveis, dentre os quais se encontrarão os que estão em trânsito local, interestadual, internacional e os que transportam cargas perigosas e perecíveis, havendo inclusive grande risco de ocorrerem acidentes de trânsito devido à dinâmica do tráfego em rodovias”. Milhares de carretas carregadas com grãos e outros produtos seguem do Norte de Mato Grosso até Miritituba, Santarém, além de ônibus e veículos que trafegam na via diariamente.

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Esta manhã, o cacique Kayapó e responsável pelas relações públicas do Instituto KABU – Mẽkrãgnõtire, Doto Takak-ire negou, que envolvimento de Organizações não Governamentais (Ongs) na interdição na rodovia e reafirmou que protesto é contra o projeto da ferrovia Sinop-Miritituba, que deve receber R$ 8,4 bilhões em investimentos privados.

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Para fazer o bloqueio, os indígenas colocaram pneus e madeira para impedirem a passagem dos veículos. Também fixaram  uma faixa afirmando que o protesto é “Em defesa da Amazônia. Sem ouvir indígenas, não terá concessão e Ferrogrão”.  “A Ferrogrão quando o governo começou fazer o estudo não nos consultou. Só tivemos uma promessa e não fizeram consulta prévia livre. Além disso, todas às vezes que pedimos voos levam de dois a três dias para tirarem (da aldeia) os pacientes. Também não temos profissionais suficientes para tender os índios”, apontou Takak-ire, anteriormente.

A interdição provocou uma fila de pelo menos cinco quilômetros de carros, caminhões e carretas.

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