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Justiça bloqueia R$ 111 mil em bens de prefeito e mais 4 investigados em Mato Grosso

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A Justiça da comarca de Araputanga mandou bloquear bens do prefeito de Reserva do Cabaçal (390km da capital), Tarcisio Ferrari e de outros quatro requeridos em ação civil pública por ato de improbidade administrativa até o limite de R$ 112,9 mil com restrição judicial para venda de veículos dos requeridos, a fim de “assegurar o futuro ressarcimento do dano sofrido pelo Município, bem como a execução da multa civil, em caso de aplicação”. Quatro representantes de duas empresas de consultoria e assessoria empresarial também tiveram bens bloqueados, acusados de comandar um esquema de fraude licitatória para o fim específico de desviar dinheiro público.

Segundo a ação proposta pelo Ministério Público, “toda a fase interna do processo licitatório do pregão presencial em 2016, foi completa e indevidamente montada”. A promotora de Justiça Mariana Batizoco Silva Alcântara constatou que os atos administrativos referentes à fase interna da licitação foram publicados em datas próximas, durante o recesso das atividades no município (dezembro de 2016), inclusive com a divulgação do edital de aviso de licitação antes da autorização de abertura pelo prefeito municipal. O processo licitatório foi deflagrado e concluído, a “toque de caixa”.

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“O processo licitatório em questão foi retroativamente montado, utilizando-se ‘por um lapso’ a mesma data em vários atos administrativos. Outro fato que chamou a atenção foi a abertura da licitação ainda durante o recesso, no dia 9 de janeiro de 2017, sendo o atendimento aberto ao público somente em 16 de janeiro. Além disso, os objetos dos contratos celebrados com as empresas vencedoras não foram executados por inteiro, inexistindo fiscalização efetiva.

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Compareceram ao pregão as empresas requeridas declaradas vencedoras do certame com propostas de preços que totalizaram R$ 401 mil. Em janeiro de 2017 o procedimento foi homologado e firmados os contratos com validade de 12 meses. Conforme a promotora, a ação ímproba dos requeridos decorreu do fato de que a “disputa” entre os participantes réus foi meramente fictícia.

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“O procedimento licitatório foi deflagrado exclusivamente com o propósito de viabilizar o artifício arquitetado para o desvio de dinheiro público”, acrescentou.

O prefeito e os empresários podem recorrer.

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