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domingo, 8 de novembro de 2026
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Política

Governo comprova com documento da prefeitura de Cuiabá exclusão de 40 leitos da Covid; PGE ajuíza ação sobre verba de R$ 41 milhões

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O governo de Mato Grosso informou, hoje, que recebeu da secretaria de Saúde de Cuiabá, documento alterando a relação dos leitos de UTIs para tratamento da Covid-19, em que exclui 40 leitos, que haviam sido habilitados junto ao Governo Federal.

O Ofício nº 355/GAB/SMS/2020 é datado do dia 27 de maio e foi assinado pelo secretário municipal de Saúde, Luiz Antônio Possas de Carvalho. A própria prefeitura reconhece no documento que fecha os leitos para o tratamento da Covid-19 e que o recurso foi recebido para usar os leitos por 90 dias.

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“Em relação aos valores já repassados pelo ministério da Saúde através da supracitada portaria de habilitação, estaremos em contato com entes Federativos para proceder à devolução de recurso dos 40 leitos de UTIS referentes às competências de junho e Julho /2020”, conforme trecho extraído do documento da Secretaria Municipal de Saúde.

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O Estado também informa que em tabela anexa ao documento, há 145 leitos para covid-19. E agora, em proposta para o mês de junho, a prefeitura retira 40 leitos, reduzindo para 105 a quantidade de UTIs.

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A portaria do ministério da Saúde habilitou os leitos a partir do mês de abril para o período de 90 dias e pagou adiantado pelos leitos que deveriam ficar disponíveis a população entre os meses de abril, maio e junho. Mas, na proposta encaminhada pela prefeitura, informa a retirada dos 40 leitos já no mês de junho.

“O Governo do Estado lamenta a falta de informação interna dentro do âmbito do município de Cuiabá”, informa a secretaria adjunta de Comunicação.

A Procuradoria Geral do Estado protocolou uma denúncia na Procuradoria-Geral da República contra a prefeitura para que se “apure atos ilícitos realizados com os R$ 41 milhões recebidos pelo município para o combate ao coronavírus. As irregularidades vão desde a habilitação de leitos junto ao ministério da Saúde sem nenhuma comprovação que realmente estão disponíveis e equipados, até a falta de transparência na destinação das quantias vultosas recebidas do Governo Federal, uma vez que há constantes notícias de falta de EPIs, atrasos de pagamento de médicos e outros materiais básicos nas unidades de saúde de Cuiabá, além da inexistência de registros de compras dos equipamentos necessários para equipar as UTIS”, informa a assessoria.

Na representação, a PGE relatou que até o último dia 25, a prefeitura já recebeu R$  41,4 milhões do Governo Federal para o combate ao coronavírus. Porém, não há nenhuma informação sobre a destinação que tem sido dada a estes valores. Conforme a procuradoria, mesmo tendo recebido todo esse montante, a prefeitura não fez qualquer esforço para assegurar aos profissionais da Saúde a estrutura e os materiais adequados (luva, máscaras, etc) para o enfrentamento da pandemia.

“A despeito da vultosa quantia, não se tem notado qualquer esforço da administração municipal no sentido de municiar os estabelecimento e profissionais de saúde com estrutura e materiais adequados para o enfrentamento da pandemia. Pelo contrário, a percepção generalizada dos médicos, enfermeiros e população em geral é no sentido de que as unidades de saúde carecem de itens fundamentais de proteção, o que inviabiliza o tratamento e, em certa medida, até colabora para a propagação de vírus”, conforme trecho extraído da petição.

A PGE citou que a Justiça do Trabalho chegou a conceder decisão judicial na qual obrigava a prefeitura de Cuiabá a disponibilizar os materiais básicos aos profissionais de Saúde. “Portanto, é evidente que os recursos extraordinários oriundos da União não estão tendo destinação adequada, pois, do contrário, não subsistiriam tantos problemas básicos para o enfrentamento da pandemia”, conclui.

 

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