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sábado, 7 de novembro de 2026
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Política

TRE rejeita embargos e mantém cassação dos diplomas da senadora Selma e suplentes

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Os desembargadores e juízes do Tribunal Regional Eleitoral rejeitaram, esta manhã, por unanimidade os embargos da senadora Selma Arruda (PSL) que buscava derrubar a decisão da corte que cassou, em abril, seu diploma eleitoral e dos suplentes por caixa 2 na campanha e abuso de poder econômico. O relator dos embargos, desembargador Sebastião Barbosa Farias, rejeitou os principais argumentos da defesa e manifestou convicção que houve gastos de campanha não declarados. “Em consonância com a Procuradoria Regional Eleitoral voto pelo conhecimento dos embargos de declaração e pelo seu parcial provimento sem efeitos infrigentes, apenas para decotar do voto condutor a seguinte assertiva, e novo valor de R$ 29.9 mil”, votou.

Na prática, a decisão apenas retira do processo, um cheque de R$ 29,9 mil apresentado pela acusação e que teria sido fraudado. Mas Sebastião Barbosa alega que isso não muda em nada o valor não contabilizado de mais de R$ 1,2 milhão que configuraria caixa 2, informa A Gazeta.

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O  presidente do TRE, Gilberto Giraldelli, anunciou que a “maioria rejeitou as questões de ordens suscitadas pela parte embargante. E por unanimidade acolheu parcialmente a preliminar aventada pela Procuradoria Regional Eleitoral, e no mérito por unanimidade acolheu em parte os embargos de declaração sem atribuir os efeitos infringentes nos termos do voto do douto relator da ação”.

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Agora, Selma pode recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral. Ela deve permanecer exercendo o mandato enquanto recurso for julgado. O TRE havia decidido, em abril, por nova eleição para senador acatando ação movida pelo PSD.

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O Ministério Público Federal, as apurações e a quebra de sigilo bancário da senadora e seus suplentes comprovaram que a ex-juíza contraiu despesas de natureza tipicamente eleitoral de, no mínimo, R$ 1,2 milhão, “as quais foram quitadas com recursos de origem clandestina que não tiveram regular trânsito pela conta bancária oficial”, diz trecho do relatório.

A senadora, em sua defesa, diz que os recursos utilizados seriam de um empréstimo de R$ 1,5 milhão que teria feito pelo primeiro suplente, Gilberto Possamai (PSL), que é de Sorriso, e depositou o valor em sua conta pessoal ainda em abril de 2018 – antes de começar o pleito – os recursos.

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