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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Política

Deputada acredita que governo ainda pode fazer proposta para acabar com greve dos professores

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A vice-presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputada Janaína Riva (MDB), que declarou publicamente integrar a base de sustentação do governador Mauro Mendes (DEM) no parlamento, disse que ainda acredita numa improvável apresentação de proposta do governo para colocar fim à greve dos professores iniciada há mais de 20 dias, e convocou os deputados a formarem uma força-tarefa para tentar comover o governador.

“Eu, sinceramente, espero que a gente ainda possa comover o governador sobre essa causa que considero tão importante, porque não é concebível, na minha opinião, a gente ainda ter divergências de tratamento com servidores de nível superior. Os professores hoje enfrentam em sala de aula a violência, armas, as drogas e eu acredito que a gente possa fazer um trabalho para que a greve tenha um final e que esse final não traga um prejuízo nem aos servidores, nem ao governo”, disse em discurso na tribuna da Assembleia.

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Janaína lembrou que anteontem se reuniu com Mauro Mendes para tentar ampliar o prazo para o cumprimento da lei 510/2013 que trata sobre os reajustes anuais até 2023 para garantir a dobra do poder de compra do salário dos professores, mas a proposta foi recusada. Ela reforço que precisa do apoio dos colegas do parlamento.

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“Essa articulação dos deputados é importantíssima, principalmente dos deputados que fazem parte da base do governo, neste momento de irem ao governador e convencerem ele de apresentar uma proposta”, completou.

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Conforme Só Notícias já informou, o governador se mostra irredutível em relação à greve. Ele se calça em pareceres jurídicos que o impedem de conceder o Reajuste Geral Anual (RGA) e na crise financeira enfrentada pelo Estado.

“Dissemos claramente que não demos o aumento, pois, primeiro, existem leis que nos proíbem de dar. Mudou isso de 15 dias para cá? Deixamos de estar estourados [com os limites de gastos da LRF] 49%? Não. A condição financeira melhorou nesses quinze dias e o Estado já está arrecadando milhões e mais do que gastamos? Não. O que podemos fazer?”, rebateu Mauro Mendes.

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