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domingo, 8 de novembro de 2026
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Política

MPE defende que Silval Barbosa deixe prisão domiciliar e cumpra pena em regime semiaberto

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O Ministério Público Estadual é favorável que o ex-governador Silval Barbosa (sem partido) cumpra pena em regime semiaberto. O parecer foi encaminhado à justiça da 2ª Vara Criminal de Cuiabá e aguarda decisão. O promotor Mauro Poderoso de Souza, da 4ª Promotoria de Justiça Criminal de Cuiabá,  considera que i ex-governador atende aos requisitos para deixar a prisão domiciliar e partir para o semiaberto. “Do acordo de delação premiada, para fazer jus ao aludido benefício, o reeducando deveria cumprir 3 anos e 6 meses em prisão domiciliar, podendo ser detraído somente o tempo em que ele permaneceu preso provisoriamente nos procedimentos investigatórios relacionados ao presente acordo”, diz trecho do documento.

O promotor informa que o ex-gestor cumpriu 3 anos e 7 meses da pena prevista e atende aos requisitos para receber o relaxamento de regime. Porém, o MPE é contrário ao pedido de redução da pena requerida pela defesa. Os advogados alegam que Silval realizou vários cursos à distância e tais certificados poderiam impactar na redução solicitada.

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Poderoso pondera que não há qualquer autorização do diretor do Centro de Custódia da Capital (CCC), onde Silval estava preso, nem do juízo. Fatores que inviabilizam o atendimento do pedido. Cita também que a juíza Ana Cristina Silva Mendes, auxiliar da Corregedoria-Geral, determinou a suspensão das atividades a distância sem convênio entre a instituição e o judiciário.

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O documento é do dia 8 de maio e aguarda decisão da justiça. O ex-governador Silval Barbosa deixou o CCC em junho de 2017 e, desde então, cumpre prisão domiciliar. Ele firmou acordo de delação premiada e se comprometeu a devolver R$ 70 milhões ao erário.

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Silval Barbosa tem duas condenações referentes a fases da Operação Sodoma, uma delas de 13 e outra de 14 anos. Ele confessou a existência de um grupo criminoso que agia durante sua gestão para cobrar propina de empresários e desviar recursos do erário. Parte do dinheiro era usado para pagar despesas políticas e outra dividida entre os membros do esquema.

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