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domingo, 8 de novembro de 2026
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Política

Audiência vai debater fechamento de cadeias públicas em Mato Grosso

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A Assembleia Legislativa vai realizar uma audiência pública com a finalidade de debater o fechamento proposto pelo Poder Executivo das cadeias públicas e Centro de Detenção Provisória (CDP), no Estado de Mato Grosso. O evento acontece na próxima quinta-feira (16), às 14h, no auditório Milton Figueiredo.

O deputado João Batista (PROS), que convocou o debate, justificou que a audiência é necessária uma vez que unidades prisionais do Estado estão sendo fechadas, sendo o município de Aripuanã uma dos primeiros afetados com a medida. Em seu requerimento, o parlamentar expôs ainda que outras dez unidades estão na “lista” do governo do Estado para serem desativadas.

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“Nortelândia, Alto Garças, Santo Antônio de Leverger, Canarana, Arenápolis, Nobres, Rio Branco, Araputanga, Rosário Oeste e Chapada dos Guimarães, estão na lista de Mauro Mendes para terem suas atividades encerradas, tudo isso para não cumprir uma decisão judicial e contratar servidores”, afirmou Batista.

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O deputado disse ainda que espera contar com a presença das principais autoridades, como o governador Mauro Mendes (DEM) e o secretário de Segurança Pública, Alexandre Bustamante, para tentar assim evitar agravar ainda mais o problema das unidades prisionais. “Já enfrentamos situações como a superlotação das penitenciárias, caminhamos para uma situação na qual iremos colocar os reeducandos em condições insalubres e até desumanas, isso sem falar no esgotamento físico e mental dos nossos profissionais do sistema penitenciário”.

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No caso da cadeia pública de Aripuanã, a Secretaria de Estado de Segurança Pública (SESP), por meio da Secretaria Adjunta de Administração Penitenciária, informou que a medida de desativação da unidade, ocorrida no último domingo (5), foi resultado da decisão liminar de uma ação civil, em tramitação na Comarca de Juína, a qual determina a nomeação de 18 agentes penitenciários, um enfermeiro e um médico para o Centro de Detenção Provisória daquela unidade.

De acordo com a Sesp, a ação adotada pelo governador, é justificada dada a situação econômico-financeira do Estado. “A nomeação de servidores encontra-se vedada pelos decretos números 7 e 8, de 17 de janeiro de 2019, que tratam de medidas visando o equilíbrio das contas públicas, diante da situação de calamidade financeira”, traz trecho de uma nota vinculado em um portal de notícias da capital.

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