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sábado, 7 de novembro de 2026
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Política

Ex-governador Silval Barbosa diz que Selma deveria confessar “caixa 2” ao invés de “protelar o processo”

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O ex-governador Silval Barbosa, que atualmente mora em Matupá (207 quilômetros de Sinop) prestou depoimento, hoje, no Fórum de Cuiabá, em ação sobre uma invasão a uma de suas propriedades, que será repassada ao Estado. Durante a audiência, o ex-chefe do Poder Executivo estadual fez críticas aos adversários, entre eles, a senadora Selma Arruda (PSL), cassada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), na última semana.

Para Silval, a parlamentar deveria confessar o crime de caixa 2. “Eu não meço ela com a minha régua. Ela se julga tão conhecedora da lei, e praticar os crimes que foram praticados, pelo menos o que mostra na imprensa, é muito grave. Eu cometi alguns crimes e estou colaborando com a justiça. Ela deveria fazer o mesmo. Confessar que errou, que fez caixa 2, campanha extemporânea com recursos que só ela sabe explicar”.

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Em dezembro de 2017, Silval, que na época estava preso, foi condenado pela juíza Selma a 13 anos e sete meses de prisão por liderar uma organização criminosa que desviou mais de R$ 2 milhões dos cofres públicos por meio de concessão fraudulenta de incentivos fiscais. “Eu procurei no início me defender. Quando vi que estava errado, quis colaborar com a Justiça. É o que ela (Selma) deveria estar fazendo e não arrumando todos os mecanismos para protelar o processo”, avaliou Silval.

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Conforme Só Notícias já informou, o pleno do TRE cassou Selma por unanimidade. O relator das ações, que também resultaram em sua inelegibilidade, Pedro Sakamoto, manifestou, em seu voto, que foram feitos pagamentos de despesas de campanha e não declarados na prestação de contas (reprovada, ano passado).

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Sakamoto constatou que houve caixa 2 na campanha de Selma de “R$ 1,23 milhão sem que tenha havido qualquer registro na contabilidade oficial de campanha”. Ele enumerou pagamentos feitos por Selma para funcionários, advogados e um contador e citou resolução do TSE que devem ser pagas com recursos da conta da campanha.

“Contudo não foi o que aconteceu. E as despesas à margem da campanha não param por aí”, constatou o relator apontando que foi contratada empresa de pesquisa por R$ 60 mil, através de TED (R$ 24 mil cada) da conta pessoal de Selma. Outra empresa de pesquisa foi contratada por R$ 16,5 mil.

Selma obteve empréstimo de R$ 1,5 milhão feita pelo suplente Gilberto Possamai e os gastos feitos foram feitos sem respeitar as normas eleitorais e, dessa forma, ficou constatada a origem irregular da operação que só poderia só ser feita com instituição financeira e não empréstimo pessoal, “o que e é irregularidade grave”.

A senadora informou, após o julgamento, que está tranquila e vai recorrer. “Estou tranquila com a decisão proferida. A tranquilidade que tenho é com a consciência dos meus atos, a retidão que tive em toda a minha vida e que não seria diferente na minha campanha e trajetória política. Respeito a Justiça e, exatamente por esse motivo, vou recorrer às instâncias superiores, para provar a minha boa fé e garantir que os 678.542 votos que recebi da população mato-grossense sejam respeitados”

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