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sábado, 7 de novembro de 2026
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Política

Mendes tem liberdade para rever contratos, diz Taques ao ‘fugir’ de polêmicas

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O governador Pedro Taques (PSDB) afirmou que o próximo chefe do Executivo, Mauro Mendes (DEM), tem direito de revisar os contratos firmados nos últimos 90 dias da atual gestão e questionar despesas futuras. O tucano evitou entrar em polêmica após Mendes chamar de “despesas ilegais e imorais” o montante de R$ 91 milhões que Taques se comprometeu a repassar para a Secretaria de Saúde em várias parcelas sendo que 96% da dívida terá que ser arcada pela gestão do democrata.

“A partir de 1º de janeiro, Mauro Mendes é governador e tem toda a liberdade de fazer o que desejar”, argumentou Pedro Taques ao ressaltar que não existe possibilidade de um governo ser encerrado sem dívidas. “A dívida é do governo do Estado. Não é do Pedro Taques. A dívida é do governo do Estado e existe o princípio da continuidade. Ninguém termina tudo sem dívida”, complementou o Tucano durante entrevista na última sexta-feira.

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Mendes divulgou, no final de novembro, em suas redes sociais, um vídeo em que comunicou possíveis revisões nos contratos firmados nos últimos 90 dias da gestão Pedro Taques. O recado foi para deixar claro a Pedro Taques que ele está de olho e vai contestar despesas contraídas pelo tucano no apagar das luzes envolvendo principalmente incentivos ficais.

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“Nós estamos continuando os trabalhos da transição. Nossas equipes estão trabalhando, fazendo análise dos números. Eu queria neste momento comunicar a todos, principalmente a fornecedores, todos aqueles que estão envolvidos nas cadeias de fornecimento. Todas as decisões que foram tomadas, ou que serão tomadas nos últimos 90 dias, elas serão passíveis de uma reanálise e algumas delas passíveis até de alteração”, afirmou o democrata na ocasião.

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Mendes também ingressou com uma ação no Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) para barrar o que chamou de “portarias ilegais e imorais” assinadas por Taques e pelo atual secretário de Estado de Saúde, Luiz Soares.

A ação no TCE e visa sustar os efeitos das portarias que criaram despesas na Secretaria de Saúde, na ordem de R$ 91 milhões, sendo que mais de 96% da despesa terão que ser arcados pela gestão de Mauro. “Isso é ilegal e imoral. Taques não paga o que deve e ainda solta cheque sem fundo na praça”, ressaltou Mauro Mendes no começo da semana.

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