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sábado, 7 de novembro de 2026
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Política

Juristas de Mato Grosso comemoram decisão de Sérgio Moro aceitar Ministério

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A notícia de que o juiz da Lava Jato, Sérgio Moro aceitou assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública do governo Jair Bolsonaro (PSL) foi recebida com entusiasmo por juristas mato-grossense. Ao jornal A Gazeta, eles rechaçaram a ideia de que o ingresso de Moro em um cargo político pode colocar sob suspeição sua atuação como juiz em Curitiba, quando condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à prisão.

Para o presidente da Associação Mato-grossense dos Magistrados (Amam), José Arimatéa, Moro tem sofrido aquilo que a ex-juíza Selma Arruda (PSL) sofreu quando decidiu se candidatar ao Senado este ano, época em que também foi acusada de ter feitos julgamentos com viés político. “Aristóteles dizia ‘o homem é uma animal político’. Qualquer coisa que um cidadão faça ou deixe de fazer pode ser examinada sobre a ótica política e, talvez, seja isso. Quem está examinando está verificando somente sob a ótica da política, não está verificando o interesse que a pessoa
tem de servir ao Brasil”.

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Selma também se compara com Moro. Ela acredita que as contestações sobre a atuação política dela e de seu colega caem por terra quando se verifica que, tanto no caso no juiz paranaense, como no seu, houve confirmação das decisões por parte de cortes superiores.

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“Ele fez isso movido pelo mesmo sentimento que me levou a concorrer ao Senado: no Judiciário a gente só consegue enxergar a corrupção depois que ela já aconteceu”, disse, completando: “não adianta a gente ficar só correndo atrás do mal feito”.

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A nomeação de Moro ao Ministério é vista como uma decisão positiva para Mato Grosso pelo promotor de Justiça Roberto Turin, já que a atuação do juiz poderia dar continuidade a um processo de fortalecimento do Ministério Público. “Uma figura como ele vai fortalecer não só a Lava Jato, mas todas as ações que dependam do Ministério da Justiça. Tudo terá mais facilidade de ser implementado e também acreditamos em uma cooperação maior com o Ministério Público, porque ele é uma figura que veio deste meio”, avalia.

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