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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Centro atende mais de 30 pacientes por mês que já tentaram autoextermínio em Sinop

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O Centro de Atenção Psicossocial de Sinop (CAPS) atende, em média, 34 pessoas por mês, que já tentaram o autoextermínio (suicídio). De acordo com a coordenadora e psicóloga, Amanda Machado Maciel, a maioria dos pacientes em tratamento é jovens e com ensino superior. “A classe acadêmica é a mais atingida. Normalmente, a pressão com a faculdade, no trabalho e a falta de vida social, por exemplo, levam essas pessoas a cometerem o autoextermínio. O número é assustador”.

Ainda segundo a coordenadora, o número de pessoas encaminhadas para tratamento com algum tipo de problema psicológico aumentou últimos anos. “Essas pessoas mesmo em tratamento tentam o autoextermínio. As que seguem com o tratamento conseguem se recuperar. Já aquelas que desistem nós não temos registros. Esse número deve ser ainda maior. Muitas pessoas sofrem sem procurar tratamento”, acrescentou.

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Segundo análise do psicólogo e mestrando em antropologia, Eduardo Wagner, o suicídio já faz parte das 10 principais causas de morte no mundo. “Isso coloca um desafio importante para saúde pública, que é a prevenção para evitar que essas pessoas cheguem nesse fim. Tem que existir um aconselhamento familiar para que essas pessoas fiquem mais atentas”.

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Wagner apontou ainda que pessoas com depressão precisam ser ouvidas. “É importante que em casa e com os amigos essa pessoa seja ouvida e inserida em ambientes religiosos e na comunidade, por exemplo. Lugares onde se sinta acolhida. É importante uma vida social. O suicídio envolve muitas coisas que precisam ser analisadas. O acesso ao serviços público de saúde mental também é importante quando identificado que algo errado esteja ocorrendo. Precisa ser analisado”.

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Ainda de acordo com o profissional, também é necessário identificar os fatores de risco. “Um deles é o baixo nível econômico que impossibilita o acesso ao tratamento. Problemas de falta de apoio, aceitação na família e ambiente sem acolhimento. Perdas significativas como do emprego, de pessoas muito próximas e algumas perturbações mentais. Normalmente, quando falamos de suicídio se relaciona com problemas de depressão. Porém, pode ocorrer com pessoas com outros tipos de transtornos”.

Ele explicou que a mudança nos sintomas de humor também serve como alerta para família. “A súbita melhora de humor após um longo período de depressão é uma forma acentuada, mas algo pensado para deixar as pessoas mais próximas tranquilas. Isso serve de alerta para o risco de suicídio. Por isso, é importante que essas pessoas procurem um psicólogo. Juntos os dois vão encontrar a melhor maneira de trabalhar esse sentimento. É um assunto muito sério e precisa de uma ajuda profissional”.

‘Setembro Amarelo’ é uma das campanhas que aborda a prevenção ao suicídio. Segundo o Centro de Valorização da Vida (CVC), a cada 45 minutos uma pessoa tira a própria vida no Brasil. A taxa de mortalidade é superior a muitos tipos de câncer. O centro oferece atendimento gratuito e sigiloso através do telefone 188.

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