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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Política

Selma alega boicote do PSDB, se afasta e diz que fará campanha de forma independente

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A juíza Selma Arruda (PSL), candidata a senadora pelo PSL, anunciou, há pouco, em entrevista coletiva, rompimento com a coligação do PSDB. Ela criticou o candidato a senador, Nilson Leitão, por ter ficado com o que classificou de “migalhas” no horário eleitoral que começou hoje, na TV e rádio – ela ficou com 7 segundos. “Bastou oficializar a aliança com o PSDB para demonstrar que não havia reciprocidade ética. Sofri todo tipo de boicote do candidato Nilson Leitão”, criticou.  Ela garantiu que sua decisão de romper com o PSDB é pessoal e não do PSL, seu partido e do presidenciável Jair Bolsonaro. “Vou tocar a campanha de forma independente com pessoas que estão acompanhando meu projeto. Por lealdade aos meus princípios, a Bolsonaro e ao povo”.

“Há 15 dias tomei o conhecimento, e foi confirmado agora, de que o PSDB iria me alijar do tempo de propaganda, me dando apenas migalhas, sob a alegação esdrúxula de que não queriam dar espaço para o Bolsonaro”, atacou.

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Ela também mencionou, na entrevista, as delações feitas pelo ex-secretário de Educação Perminio Pinto sobre os esquemas de corrupção envolvendo empreiteiras para pagar dívidas de campanha e caixa 2 e do empresário Alan Malouf, também delator. “Não tenho condição e disposição de permanecer no mesmo palanque. Vou tocar a campanha de forma independente, com pessoas que estão acompanhando meu projeto”, criticou a juíza aposentada.

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Desde que a coligação do PSDB com PSL foi firmada, o relacionamento político entre Selma, Taques e Leitão foi marcado por altos e baixo. Em um dos episódios que causou desconforto, foi quando declarou que o eleitor poderia votar só nela e não em Taques. Depois, recuou. Nos bastidores, também havia muitos rumores de intrigas.

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Outro lado

“Selma inventou factóides, pois concluiu que seria melhor ela se distanciar de palanque de partidos tradicionais para tentar diminuir o desgaste e fortalecer o discurso radical sintonizado com o presidenciável Bolsonaro. Precisava, então, encontrar uma justificativa para o tiro não sair pela culatra e usou a discordância sobre rateio do tempo de TV para fazer o estardalhaço”, disse o presidente do PSDB, Paulo Borges, em nota.

De acordo com ele, Selma passou a exigir espaço igualitário, mesmo o seu partido não somando nem um segundo para a coligação, enquanto o PSDB, de Nilson Leitão, somava 42 segundos, do total de 1m39s, o que no entendimento da coligação, não era justo fazer a repartição de maneira igualitária.

“Sempre que teve a oportunidade, a Selma traía politicamente todos os companheiros, pois com uma política sorrateira, somente queria o tempo de TV, mas não queria estar ao lado de todos que eram companheiros dela”, afirmou.

Paulo Borges também disse que ela se mostrou oportunista ao dizer que a suposta delação de Alan e Permínio no STF, divulgada pela Folha de São Paulo eram motivos para o rompimento.

“A juíza desse caso era ela, e ela já deu várias entrevistas dizendo que nunca encontrou fatos que incriminassem o governador e o Nilson. Pelo visto, enquanto lhe convinha eles eram inocentes, quando não lhe convém, são culpados, assim coloca em dúvida todo o período em que a Selma era juíza”, revelou.

Paulo Borges também classificou como piada a insinuação de Selma de que a candidatura do Procurador Mauro teria sido uma articulação de Nilson Leitão.

“Ela deveria ter medido a dose das mentiras, o Nilson nem conhece o Procurador e não teria interesse nenhum em colocar no pleito um candidato que já aparece na frente das pesquisas inclusive dele, é para rir mesmo”, finalizou.

(Atualizada às 20:01h)

 

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