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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Política

Juíza Célia Vidotti vai decidir se prefeito de Cuiabá será afastado do cargo

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Está nas mãos da juíza da Vara Especializada de Ação Civil Pública e Ação Popular, Célia Regina Vidotti, a responsabilidade de julgar a ação de improbidade administrativa ingressada pelo Ministério Público do Estado (MPE) que pode culminar no afastamento do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, do cargo. O processo tramita em segredo de justiça.

O MPE ingressou com duas ações de improbidade administrativa, na última sexta-feira, em razão das acusações de que Emanuel teria recebido propina do ex-governador Silval Barbosa (sem partido), na época em que era deputado estadual, para apoiar as ações do executivo.

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Também foram alvos do MP o ex-secretário de Estado da Casa Civil, Pedro Nadaf, citado na mesma ação contra Emanuel, além da prefeita afastada de Juara, Luciane Bezerra. Além do afastamento de Emanuel, o MPE requereu o bloqueio de bens dos três citados em até R$ 37 milhões.

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De acordo com a assessoria do MPE, a ação é baseada nas delações do ex-governador Silval e do seu ex-chefe de gabinete, Silvio Corrêa, e tramita em segredo de justiça em razão de conter trechos sigilosos das delações – embora parte do documento já seja de conhecimento público.

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Tanto Silval, quanto Sílvio, tiveram delações premiadas homologadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, que culminaram na operação Malebolge que teve, entre outros alvos, o prefeito de Cuiabá. Entre o rol de provas incluídas por Silvio e Silval nas delações está o vídeo em que  Emanuel é flagrado recebendo maços de dinheiro da suposta propina e os colocando no paletó.

Ainda segundo a ação do MPE, Emanuel não reuniria os "requisitos morais" necessários para continuar no exercício da função de prefeito, já que o cargo lhe permite acesso a uma posição em que poderia causar “grandes danos à sociedade que representa”.

Além da ação contra Emanuel, o MPE já ingressou com outras ações nessa semana contra outros 12 políticos envolvidos no esquema: Silval e o ex-assessor Silvio Araújo, o deputado federal Ezequiel Fonseca (PP); os deputados estaduais Baiano Filho (PSDB) e José Domingos Fraga (PSD), os ex-deputados Hermínio J. Barreto, Airton Português, Alexandre César e Antonio Azambuja, a irmã de Airton Português, Vanice Marques (igualmente filmada recebendo dinheiro) e os ex-secretários de Estado Maurício Guimarães e Valdísio Viriato – os 2 últimos apontados como intermediadores de propinas pagas por construtoras.

Outro lado

Apesar das acusações, tanto o prefeito Emanuel quanto sua defesa negam qualquer ato ilícito. O prefeito chegou que sua gestão permanece “blindada” e que vai responder sobre o caso somente nos autos do processo.

Disse ainda que não vai ser arrastado para este “mar de lama” e que mantém sua governabilidade e seus compromissos da gestão. Já sua defesa, feita pelo advogado André Stumpf, disse que o pedido do MP não tem “embasamento legal” e que o Ministério Público quer apenas “mídia”.

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