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sábado, 7 de novembro de 2026
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Política

Nortão: desembargadora concede liminar e anula CPI contra vereadora acusada de receber R$ 21 mil sem trabalhar

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A desembargadora Helena Maria Bezerra Ramos deferiu o pedido de liminar anulando a aprovação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a professora Katia Brambilla, que é vereadora em Guarantã do Norte (240 quilômetros de Sinop). De acordo com a magistrada, não houve observância do devido processo legal de cassação de mandato de um parlamentar.

“Defiro o pedido de liminar para anular o procedimento adotado pela Comissão Parlamentar de Inquérito/Processante, em razão da inobservância do devido processo legal, caracterizada pela indevida aplicação do decreto-lei nº 201/1967 ao requerimento formulado pelos vereadores Valter Neves de Moura, Nonato Bernardo Duarte e Silvio Dutra da Silva, bem como para suspender as penalidades de multa por litigância de má-fé e ato atentatório à dignidade da justiça, impostas pelo magistrado a qual na decisão proferida em sede de embargo de declaração, ante a ausência de configuração de dolo ou má-fé por parte dos agravantes”, consta no documento.

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Ainda de acordo com a desembargadora, os atos praticados não se referem à instauração de “Comissão Processante com vistas à cassação do mandato dos agravantes, mas, tão somente, pugna pela constituição de inquérito para apurar os fatos narrados na denúncia protocolada na câmara de Guarantã. Nesse aspecto, vislumbra-se, prima facie, a nulidade dos procedimentos adotados ante a caracterização de ofensa ao princípio do devido processo legal”.

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Brambilla foi acusada pela presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep) subsede de Guarantã do Norte, Elza Alves Ferreira Nascimento, de receber pelo menos R$ 21 mil indevidamente durante cinco meses. De acordo com a denúncia protocolada no Ministério Público, além do salário de R$ 4 mil como parlamentar também teria recebido mais R$ 4,3 mil como educadora. Porém, sem exercer a função. A vereadora negou todas as acusações e apontou que as ações do Sintep são caluniosas, difamatórias e influenciadas por lideranças opositoras.

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