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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Operação contra sonegadores de ICMS terá novos desdobramentos em Mato Grosso

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A Operação Crédito Podre, que investiga irregularidades no recolhimento do ICMS referente à comercialização de milho, feijão, soja e arroz, entre outros produtos agrícolas em Mato Grosso, terá desdobramentos nos próximos dias. Na última quinta-feira, a Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz) deflagrou a segunda fase da Operação, denominada Crédito Podre II, quando foram cumpridos 09 mandados de prisão preventiva, expedidos pela 7ª Vara Criminal de Cuiabá.

Hoje, o secretário adjunto de Receita Pública da Secretaria de Fazenda, Último Almeida de Oliveira, reuniu-se com a delegada Maria Alice Barros Martins Amorim, para discutir os novos procedimentos que serão levados a efeito nesta operação e buscar eventuais novos envolvidos nas fraudes. Não estão descartadas possibilidades de serem ouvidos alguns produtores rurais, que venderam suas safras para os acusados de fraude.

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“Em dezembro do ano passado foi deflagrada a primeira operação com prisão de vários envolvidos e coletas de provas. Agora, tem um grupo de fiscais que está fazendo a auditoria nessa documentação e já conseguimos algumas provas novas”, explicou Oliveira.

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Um dos objetivos principais da Secretaria de Fazenda agora é receber o que foi sonegado pelos acusados. “Nós ainda não conseguimos os créditos porque, como são empresas laranjas, não adianta a fazenda constituir crédito em cima de empresas laranjas. Agora, na investigação, nós estamos identificando quem são os verdadeiros beneficiários dessa fraude e, aí sim, vamos efetuar a constituição de crédito em cima dessas pessoas que se beneficiaram com essas fraudes e, consequentemente, eles têm patrimônio para arcar com esse tributo devolvendo para os cofres do Estado”, acrescentou o secretário adjunto de Receita Pública da Sefaz.

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Na quinta-feira os mandados foram cumpridos nas cidades de Cuiabá, Rondonópolis, Primavera do Leste, Sorriso, Campo Verde e Várzea Grande, mobilizando 50 policiais civis, apoiados pela Gerência Estadual de Polinter (GEPOL) e unidades das regionais de Rondonópolis, Primavera do Leste e Sorriso.

“Os nove mandados de prisão preventiva cumpridos na operação são contra investigados em esquema de sonegação fiscal, que foram presos em dezembro, na primeira fase da operação”, explicou a delegada Maria Alice Barros Martins Amorim, por meio da assessoria da Defaz.

As auditorias da Secretaria de Estado de Fazenda tiveram início no final de 2016 e foram levadas a efeito durante todo o ano passado. As investigações da Sefaz apuraram que mais de 1 bilhão de grãos teriam saído do Estado de Mato Grosso sem o recolhimento do ICMS, deixando prejuízo estimado em R$ 143 milhões, entre os anos de 2012 a 2017.

Em dezembro do ano passado foi deflagrada a primeira fase da operação Credito Podre. Naquela ocasião foram cumpridos 16 mandados de prisão preventiva, 34 ordens de busca e apreensão e 09 conduções coercitivas.

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