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sábado, 7 de novembro de 2026
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Segurança Pública registra quase 94 mil trotes nos números de emergência em MT

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Foram registrados 93,6 mil trotes em Mato Grosso, no ano passado, nos números de emergência – como Polícia Militar (190), Corpo de Bombeiros (193) e Polícia Judiciária Civil (197) – atendidos pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp). Cuiabá tem uma população de 551 mil habitantes, de acordo com o último censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). É como se um a cada seis moradores da capital mato-grossense tivesse realizado os falsos comunicados.

Dos trotes direcionados ao Ciosp no ano passado, 61 mil foram realizados por crianças e 32,6 mil por adultos. Comparando 2016, quando foram registrados 66,2 mil comunicados falsos, houve um aumento de 34%.

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O gerente técnico e de telecomunicações do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública, sargento do Corpo de Bombeiros, Leandro Alves, destaca que 99% dos trotes são filtrados ainda nas chamadas. Isso significa que para cada 100 comunicados falsos, apenas um resulta no envio de profissionais da Segurança Pública.

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Com relação ao fato da maioria dos trotes ser feito por crianças, a Secretaria de Estado de segurança, por meio do Ciosp, promove palestras com estudantes, além de visitas ao local onde são atendidas as chamadas de emergência, com o objetivo de mostrar como funciona a atividade.

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Leandro enfatiza que os falsos comunicados são prejudiciais para a população e à Segurança Pública. “Enquanto uma linha está sendo ocupada com um trote, alguém que realmente necessita pode ter que esperar o atendimento”, alerta, por meio da assessoria.

O gerente explica que 96% das chamadas são atendidas de forma imediata. O tempo médio na ligação, entre atendente e comunicante, é de três minutos.

Ainda são atendidos pelo Ciosp, além do 190, 193 e 197, o número da Guarda Municipal (153), Disk Denúncia Nacional (181), Trânsito do Município (118) e em 2017 começou a ser atendido o 199 da Defesa Civil.

Todos os trotes constatados pelo Ciosp de Mato Grosso são encaminhados para a Polícia Judiciária Civil. Um estudo do Senado Federal, publicado em 2015, revelou que as falsas chamadas para números de emergência podem custar prejuízo de R$ 1 bilhão ao ano para o país.

Cada tipo de trote pode gerar um prejuízo financeiro específico. Em 2012, por exemplo, houve em Cuiabá um falso sequestro que gerou prejuízo de cerca de R$ 25 mil, pois foram mobilizados cerca de 80 profissionais, como policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam), agentes do Corpo de Bombeiros e até o helicóptero do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer). O homem que realizou o falso comunicado foi preso.   

O Código Penal determina prisão de um a seis meses ou multa para quem passa trote. No Senado tramita o projeto de lei, prevendo que pessoas, ao realizarem falsos comunicados à polícia e ao Corpo de Bombeiros, entre outros órgãos, ficarão sujeitas a punições, que vão desde a suspensão temporária até o cancelamento definitivo do serviço de telecomunicação, além do pagamento de multa de R$ 500 por infração.

De acordo com texto publicado no site do Senado, os autores do projeto “optaram por enfrentar o problema apenas com regras e sanções administrativas, via alterações na Lei Geral de Telecomunicações, no lugar de propor medidas penais aplicáveis por meio do sistema judiciário”.

Ainda segundo o texto, “a resposta penal é morosa e muitas vezes resulta numa pena que pode, ao final, não se revelar adequada para a correção de rumos. O projeto traz um dispositivo que obriga a comunicação às autoridades policiais dos casos em que a prática do trote tenha provocado o agravamento de saúde de pessoa que ficou sem atendimento. Nesse caso, a partir do inquérito policial e da denúncia à Justiça, o infrator poderá responder a sanções na esfera penal”.

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