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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Juíza marca júri de fazendeiro acusado de assassinar esposa em Sinop

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A juíza da 1ª Vara Criminal, Rosângela Zacarkim dos Santos, marcou para o próximo dia 8 de maio o júri popular do principal suspeito de assassinar Rosilene da Silva Bachiega, 38 anos, dia 11 de outubro de 2011, em uma residência, na rua Jasmim, no bairro Jardim Maringá. A vítima foi atingida por oito facadas, não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

A filha do casal relatou que teve conhecimento de um desentendimento entre os pais e que Rosilene havia lhe confidenciado ter sido ameaçada de morte pelo acusado. Ela contou que o pai estava passando por tratamento psiquiátrico na época e que apresentava “comportamentos infantis” e insônia, tendo ainda chorado “demasiadamente” antes do homicídio, quando a vítima foi “passar uns dias” em Colíder.

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Ao prestar depoimento, o réu detalhou que foi casado com Rosilene por 22 anos e, no dia do crime, ela estava morando em outra residência. Segundo ele, a mulher queria o divórcio, situação que o deixou “muito abalado, pois não conseguia entender a razão”. O homem detalhou também que foi até a casa de uma amiga de Rosilene, onde a esposa acabou confessando relacionamentos extraconjugais.

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De acordo com a versão contada pelo fazendeiro, a partir da “confissão”, os “ânimos foram se alterando” e a vítima pegou uma faca e o atacou. O réu afirmou que Rosilene desferiu um golpe de faca em seu abdômen, e outros mais, porém, não se lembra quantos “golpes” deu nela.

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O fazendeiro irá a júri por homicídio qualificado, cometido por motivo torpe e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. Em alegações finais, a defesa pediu a absolvição do acusado “em razão de seu estado psíquico no momento do crime, o afastamento das circunstâncias qualificadoras do recurso que impossibilitou a defesa da vítima e motivo torpe e consequente desclassificação para o crime de homicídio simples”, o que não foi aceito pela magistrada.

O acusado, na época, dirigia uma empresa de análise de solos em Sinop. Ele aguarda o julgamento em liberdade. Já Rosilene era engenheira agrônoma e formada pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). A vítima foi sepultada em Colíder. 

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