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sábado, 7 de novembro de 2026
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Economia

Governo não vai mexer na equação fiscal para compensar CPMF, diz Mantega

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O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou hoje, que o governo não vai mexer na “equação fiscal” para compensar a perda dos R$ 40 bilhões da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), que teve a prorrogação até 2011 rejeitada no Senado. O chamado imposto do cheque deixa de ser cobrado a partir de 1º de janeiro de 2008.

“Em nenhum momento vamos mexer na equação fiscal. Vamos cumprir metas fiscais. Vamos manter as condições de crescimento da economia. Infelizmente, a saúde perde um acréscimo substancial de R$ 40 bilhões”, disse o ministro da Fazenda, durante entrevista coletiva. “Fomos ao limite. Colocamos todos os recursos disponíveis para a saúde para aprovar a CPMF.”

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Mantega disse que conversou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e que ele está tranqüilo. “Ele me recomendou [que adote] as medidas necessárias [para cobrir a falta dos R$ 40 bilhões], que vão ser anunciadas na próxima semana.”

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O ministro da Fazenda ressaltou que o governo tentou negociar desde o início e buscou entendimento até o último momento. Sobre o comportamento da oposição, Mantega afirmou que “havia irredutibilidade por parte de um segmento”. “Poderia ser qualquer proposta, que teria um subterfúgio.”

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Segundo ele, nem os documentos apresentados pelo líder do governo no Senado, Romero Jucá, assinados pelo presidente José Inácio Lula da Silva, por José Múcio, ministro das Relações Institucionais, e por ele, Mantega, foram suficientes para convencer a oposição. “Era uma minoria que não queria aprovar e pronto.”

Mantega informou que o Orçamento 2008 será retirado do Congresso para ser adequado à nova realidade. Ele garantiu que os programas sociais serão cumpridos e que o governo tomará as medidas necessárias para minimizar o impacto da perda de recursos. “As contas públicas continuam equilibradas e o crescimento do país não será afetado.”

Sobre o mercado financeiro, Mantega disse que também está tranqüilo. Segundo ele, a queda na Bolsa de Valores de São Paulo é conseqüência da movimentação da Bolsa de Nova Iorque. Por último, ele afirmou que o risco país (que mede o grau de desconfiança do investidor estrangeiro) está estável.

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