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quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Economia

Custo da construção civil registra queda em Mato Grosso

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O custo da construção civil reduziu 4,95% em Mato Grosso desde o início do ano. Em janeiro, o metro quadrado (m2) construído ficou orçado em R$ 883,30, sendo R$ 43,78 acima dos R$ 839,52 registrados no mês passado. De acordo o Sistema de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi), divulgado nesta sexta-feira (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE); um leve recuo (-0,08%) também foi registrado no intervalo
de 1 mês no custo do m2 no Estado, considerando que em julho ele fechou em R$ 840,27. Participando com 59,18% do desembolso em agosto, o custo dos materiais da obra foi de
R$ 496,83, definindo uma queda na comparação com julho (-0,15%), quando o custo do m2 foi de R$ 497,58.

O gerente de Pesquisas do Sinapi do IBGE em Brasília, Augusto Oliveira, ressalta que a redução não quer dizer
que os materiais tiveram queda de preço. Oliveira explica que os números do Sinapi revelam que a participação
dos materiais não foi tão grande no custo final. Isso ocorre porque o órgão de pesquisa seleciona a composição
(materiais) de menor custo para fazer a comparação com o mês anterior.

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Isto é, apesar dos insumos de uma construção serem fixos, existem alternativas de componentes, como a opção entre o bloco de cimento ou o tijolo, entre a telha de amianto ou de barro. “Dentre as alternativas para a construção de determinados projetos, você seleciona o que teve
menor custo, o que é mais barato naquele momento, e
usa-o para comparar com os outros meses”.

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De acordo com Oliveira, a pesquisa se atrela aos contratos firmados para a atualização dos valores de
obras públicas. “O Sinapi trabalha fornecendo preços para a CEF (Caixa Econômica Federal) e as informações são usadas pelos organismos e instituições públicas. Todos os
orçamentista de órgão público tem que se basear nos preços no Sinapi”.

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Para se ter uma ideia, todos os incorporadores que desejam aprovar projetos do programa habitacional do governo federal Minha Casa, Minha Vida são obrigados a utilizar a tabela de custos do Sinapi. O problema é que o preço está “intimamente” ligado a qualidade do produto,
que pode diminuir, já que o valor do metro quadrado é eleito pelo menor custo.

A avaliação é do diretor financeiro do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura de Mato Grosso (Crea-MT), o engenheiro civil André Luiz Schuring, frisando que essa base de dados é usada para o pagamento dos financiamentos federais. Já o índice de inflação CUB (Custo Unitário Básico da Construção Civil) é um parâmetro do mercado para o setor. “Mas hoje em dia as grandes empresas têm uma pesquisa interna dela, identificando os custos que ela tem na negociações de compra”.

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