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quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Índios libertam 17 reféns no Parque Nacional do Xingu

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17 das 32 pessoas que estavam sendo mantidas como reféns pela aldeia Cururuzinho, no Parque Nacional do Xingu, já foram libertadas. Os integrantes da aldeia da etnia Kayabi mantinha o grupo ( madeireiros e fazendeiros) refém desde a semana passada.
Os motivos que levaram os índios a aprisionar os posseiros está relacionado a constante invasão das terras indígenas, inclusive a extração de madeira. Eles também cobram a emissão de laudo que comprova a posse tradicional da área situada no Baixo Rio Teles Pires, entre Mato Grosso e Pará, e aguardam pela assinatura da portaria de demarcação da terra para retornar à área de onde foram expulsos com a colonização.

A aldeia está situada a cerca de 200 km de Colíder (160 km de Sinop) e possui 200 índios. O Parque Nacional do Xingu foi criado em 1940 e abriga cerca de 4 mil índios de 14 etnias e sofre com a ação de madeireiros que exploram a área. Por lei, as terras indígenas são áreas de preservação que não podem ser desmatadas.

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Em 2003 os Kayabis também mantiveram seis funcionários de uma fazenda do grupo canadense Brascan, como reféns. Os índios alegavam que o grupo não cumpriu o acordo de delimitação de área da fazenda dentro da reserva.

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