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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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2ºturno:Cristóvam diz que PDT deve descartar ministério em troca de apoio

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O senador Cristovam Buarque (PDT), que ficou em quarto lugar na corrida presidencial no primeiro turno, afirmou que seu partido discutirá eventuais apoios entre quarta e quinta-feira. Para ele, o segundo turno “vai pegar fogo”.
“Sou militante do partido, por isso a posição deve ser definida internamente”, disse Cristovam a jornalistas no Congresso nesta segunda-feira. O senador teve 2,6 por cento dos votos válidos no domingo.

“Não tem como não ir ao debate”, avaliou Cristovam, referindo-se à ausência nos debates da campanha do primeiro turno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, primeiro colocado no domingo, com 48,6 por cento. “A coisa vai pegar fogo.”

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Para ele, “o povo pediu um tempo” ao levar a disputa presidencial para o segundo turno e esse foi “o melhor recado” das urnas no último domingo. Lula enfrentará o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin.

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O senador disse que não foi procurado por nenhum dos dois candidatos até agora, mas acredita que tanto Lula como Alckmin vão procurar o presidente do PDT, Carlos Lupi.

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Cristovam defendeu que o partido não aceite nenhum ministério em eventuais negociações e afirmou que ele não quer integrar de nenhuma pasta.

Na avaliação do senador, o PDT foi vitorioso na campanha por dois motivos: o partido, segundo ele, ultrapassou a chamada cláusula de barreira e conseguiu passar a mensagem de que a educação é prioridade para o país.

Ele explicou que é contrário à cláusula de barreira, que determinava, para um partido manter uma série de direitos, um mínimo de 5 por cento dos votos nacionais para a Câmara dos Deputados e de 2 por cento em pelo menos nove Estados.

“Sou favorável inclusive a ter candidato independente”, disse.

Cristovam contou que conversou com a Heloísa Helena nesta segunda-feira, comentando que ela vai fazer muito falta no Senado. O mandato da senadora do PSOL, que ficou em terceiro lugar na disputa presidencial, com 6,85 por cento dos votos válidos, termina no início de 2007.

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