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sábado, 7 de novembro de 2026
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OAB diz que não vai apoiar policiais se decisão judicial não for cumprida

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O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso, Francisco Faiad, disse nesta quinta-feira que a entidade deverá retirar o apoio ao movimento reivindicatório dos agentes policiais civis do Estado, caso a decisão judicial – que julgou a greve como ilegal e manda que todos retornem ao trabalho – continue não sendo cumprida. Segundo ele, qualquer que seja o ânimo com os aspectos de uma decisão judicial, ela precisa ser efetivamente levada a efeito. “A pior saída é descumprir a decisão judicial” – acentuou.

Os investigadores e escrivães da Polícia Judiciária Civil estão em greve desde o dia 16. A greve foi decretada em tempo indeterminado. A categoria reivindica reajuste salarial, implantação de vale-transporte, pagamento de adicional noturno e a publicação da lista dos promovidos no Diário Oficial. No dia seguinte, dia 17, o juiz Alberto Ferreira de Souza, da 3ª V! ara de Fazenda Pública de Cuiabá, concedeu liminar ao Estado de Mato Grosso declarando ilegal a paralisação. O magistrado acolheu os argumentos da Procuradoria Geral do Estado visando ao cumprimento das atividades funcionais por parte dos policiais.

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“Não vamos entrar no mérito quem está certo ou quem está errado. O fato é que existe uma decisão judicial para ser cumprida” – disse Faiad. Ele salientou que é comum a Ordem dos Advogados emprestar o seu apoio aos movimentos que visam, acima de tudo, garantir benefícios à população. Uma Polícia bem remunerada significa melhores condições para os cidadãos. “Apesar disso – ele acentuou – decisão judicial foi feita para ser cumprida e só apoiamos aquilo que está dentro da lei”.
Ao cobrar a responsabilidade dos dirigentes de classe, o presidente da OAB também considerou que o Governo tem sua parcela de responsabilidade. Ele lamentou que a falta de diálogo e de respostas objetivas tenham precipitado os policiais para o movimento de greve. “O Estado precisa resolver essa situação, discutir, debater com a classe porque hoje quem está sendo penalizada com a greve é justamente o cidadão” – disse, ao cobrar do governador Blairo Maggi uma postura mais decidida em torno do assunto.

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