Municipio do Nortão praticamente isolado por causa das fortes chuvas
As fortes chuvas que caem em Mato Grosso desde dezembro do ano passado provocaram estragos em vários municípios do estado. As regiões Noroeste e Norte foram as mais afetadas e estão em situação crítica. Em Paranatinga, cerca de 2.400 pessoas estão desabrigadas. Já o município de Nova Guarita, na região norte, está praticamente isolado, assim como cinco comunidades rurais de outros quatro municípios da região.
De acordo com a Superintendência da Defesa Civil, que faz o monitoramento do nível dos principais rios de Mato Grosso, mais de vinte municípios estão em estado de alerta. Há riscos de inundações e enchentes, que podem atingir residências no perímetro urbano e isolar propriedades na zona rural. “As chuvas este ano foram antecipadas. Os temporais que normalmente ocorrem entre os meses de fevereiro e março começaram em dezembro e pegou todos de surpresa”, diz José Rainho Júnior, superintendente em exercício da Defesa Civil.
Vários municípios, como Paranaíta, Apiacás, Nova Guarita, Colniza e Itaúba, enfrentam graves problemas por causa da queda de pontes, rompimento de aterros, inundações de estradas e buracos na malha viária, provocados pelas chuvas.

As comunidades de Bela Vista, em Colniza, São Sebastião no município de Iatúba, Uru-peru em Terra Nova do Norte e Cinco mil e Peá-rochedo em Novo Mundo, estão isoladas. As MT-206 e 208, nos municípios de Paranaíta e Apiacás, e a MT-270, na região de Juina, estão em péssimas condições. O tráfego de veículos nestas estradas só é feito com ajuda de máquinas cedidas pela Secretaria de Infra-estrutura.
No município de Sorriso, o rio Teles Pires subiu 14 metros nos últimos dias e destruiu uma ponte que liga o município à cidade de Nova Ubiratã. Lavouras de soja de propriedades localizadas às margens do Teles Pires estão submersas.
O nível do rio Araguaia, na região de Barra do Garças, está próximo da cota de alerta e ameaça outros municípios do chamado “Baixo Araguaia”, como Santa Terezinha e Luciara e São Félix do Araguaia. A última medição feita pela Defesa Civil, na manhã desta quinta-feira (12/01), indica o nível de 7,2 metros. A cota de alerta no Araguaia é de 8,55 metros.
Em Rondonópolis, a Defesa Civil Estadual, com apoio do Conselho Municipal de Defesa Civil (Condec), monitora o nível do rio Vermelho. Caso as águas continuem subindo, várias famílias que habitam as comunidades ribeirinhas poderão ficar desabrigadas.
Na Capital, segundo João Rainho Júnior, o rio Cuiabá está sob controle em função da Usina de Manso, que controla o fluxo de água. A preocupação é com a situação dos córregos que deságuam no Cuiabá, como o Barbado, que corta vários bairros da cidade.
Segundo a Superintendencia da Defesa Civil, o Estado está pronto para atender os municipios em suas necessidades, como aconteceu com a cidade de Paranatinga. “Ao ser acionada pelo Município, a Defesa Civil está pronta para utilizar toda a estrutura necessária para atender os desabrigados e ajudar no que for preciso. Por força de lei poderemos convocar todos os órgãos do Estado para auxiliar a Defesa Civil”, garantiu o major.
RECOMENDAÇÕES – Em função do acúmulo de lixo, pode haver transbordamento e inundações. A Defesa Civil divulgou uma cartilha com orientações sobre os procedimentos a serem adotados pela população para evitar prejuízos durante o período chuvoso.
As principais recomendações são para checar o telhado e substituir as telhas velhas e manter a limpeza na extensão da residência, evitando o acúmulo de lixo. Também não se deve jogar lixo nas ruas ou nos canais de escoamento de água.
A Defesa Civil também recomenda guardar os alimentos na parte alta da residência, não usar aparelhos eletrônicos como telefone durante as chuvas e, no caso de enchente, desligar o padrão de luz para evitar curto-circuito.
Quem estiver no trânsito durante os temporais deve parar o veiculo e esperar a chuva passar para prosseguir a viagem. Quem estiver a pé deve procurar um lugar seguro, longe das árvores, pois elas atraem raios. O cidadão deve manter distância de cercas de arame e estruturas metálicas.
No caso de enchente, sair imediatamente da residência inundada e não manter contato com a sujeira. Lavar bem os alimentos e só consumir água potável. O manual completo será divulgado no site da secretaria de Estado de Meio Ambiente e poderá ser acessado no endereço eletrônico: www.sema.mt.gov.br







