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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Municipio do Nortão praticamente isolado por causa das fortes chuvas

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As fortes chuvas que caem em Mato Grosso desde dezembro do ano passado provocaram estragos em vários municípios do estado. As regiões Noroeste e Norte foram as mais afetadas e estão em situação crítica. Em Paranatinga, cerca de 2.400 pessoas estão desabrigadas. Já o município de Nova Guarita, na região norte, está praticamente isolado, assim como cinco comunidades rurais de outros quatro municípios da região.

De acordo com a Superintendência da Defesa Civil, que faz o monitoramento do nível dos principais rios de Mato Grosso, mais de vinte municípios estão em estado de alerta. Há riscos de inundações e enchentes, que podem atingir residências no perímetro urbano e isolar propriedades na zona rural. “As chuvas este ano foram antecipadas. Os temporais que normalmente ocorrem entre os meses de fevereiro e março começaram em dezembro e pegou todos de surpresa”, diz José Rainho Júnior, superintendente em exercício da Defesa Civil.

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Vários municípios, como Paranaíta, Apiacás, Nova Guarita, Colniza e Itaúba, enfrentam graves problemas por causa da queda de pontes, rompimento de aterros, inundações de estradas e buracos na malha viária, provocados pelas chuvas.

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As comunidades de Bela Vista, em Colniza, São Sebastião no município de Iatúba, Uru-peru em Terra Nova do Norte e Cinco mil e Peá-rochedo em Novo Mundo, estão isoladas. As MT-206 e 208, nos municípios de Paranaíta e Apiacás, e a MT-270, na região de Juina, estão em péssimas condições. O tráfego de veículos nestas estradas só é feito com ajuda de máquinas cedidas pela Secretaria de Infra-estrutura.

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No município de Sorriso, o rio Teles Pires subiu 14 metros nos últimos dias e destruiu uma ponte que liga o município à cidade de Nova Ubiratã. Lavouras de soja de propriedades localizadas às margens do Teles Pires estão submersas.

O nível do rio Araguaia, na região de Barra do Garças, está próximo da cota de alerta e ameaça outros municípios do chamado “Baixo Araguaia”, como Santa Terezinha e Luciara e São Félix do Araguaia. A última medição feita pela Defesa Civil, na manhã desta quinta-feira (12/01), indica o nível de 7,2 metros. A cota de alerta no Araguaia é de 8,55 metros.

Em Rondonópolis, a Defesa Civil Estadual, com apoio do Conselho Municipal de Defesa Civil (Condec), monitora o nível do rio Vermelho. Caso as águas continuem subindo, várias famílias que habitam as comunidades ribeirinhas poderão ficar desabrigadas.

Na Capital, segundo João Rainho Júnior, o rio Cuiabá está sob controle em função da Usina de Manso, que controla o fluxo de água. A preocupação é com a situação dos córregos que deságuam no Cuiabá, como o Barbado, que corta vários bairros da cidade.

Segundo a Superintendencia da Defesa Civil, o Estado está pronto para atender os municipios em suas necessidades, como aconteceu com a cidade de Paranatinga. “Ao ser acionada pelo Município, a Defesa Civil está pronta para utilizar toda a estrutura necessária para atender os desabrigados e ajudar no que for preciso. Por força de lei poderemos convocar todos os órgãos do Estado para auxiliar a Defesa Civil”, garantiu o major.

RECOMENDAÇÕES – Em função do acúmulo de lixo, pode haver transbordamento e inundações. A Defesa Civil divulgou uma cartilha com orientações sobre os procedimentos a serem adotados pela população para evitar prejuízos durante o período chuvoso.

As principais recomendações são para checar o telhado e substituir as telhas velhas e manter a limpeza na extensão da residência, evitando o acúmulo de lixo. Também não se deve jogar lixo nas ruas ou nos canais de escoamento de água.

A Defesa Civil também recomenda guardar os alimentos na parte alta da residência, não usar aparelhos eletrônicos como telefone durante as chuvas e, no caso de enchente, desligar o padrão de luz para evitar curto-circuito.

Quem estiver no trânsito durante os temporais deve parar o veiculo e esperar a chuva passar para prosseguir a viagem. Quem estiver a pé deve procurar um lugar seguro, longe das árvores, pois elas atraem raios. O cidadão deve manter distância de cercas de arame e estruturas metálicas.

No caso de enchente, sair imediatamente da residência inundada e não manter contato com a sujeira. Lavar bem os alimentos e só consumir água potável. O manual completo será divulgado no site da secretaria de Estado de Meio Ambiente e poderá ser acessado no endereço eletrônico: www.sema.mt.gov.br

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