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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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MPT liberta mais de 100 trabalhadores escravizados no Nortão

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Assim como em outros Estados brasileiros, a exploração da mão-de-obra ainda está presente em fazendas da região Norte. Este ano, o Ministério Publico do Trabalho (MPT) de Alta Floresta realizou 15 operações na região e libertou mais de 100 trabalhadores em condições análogas ao trabalho escravo.

Segundo o procurador Rafael de Araújo Gomes, o número é baixo se comparado com o total de denúncias que são feitas. “A maioria não é apurada pela falta de fiscalização. Mato Grosso ainda não tem um grupo móvel para este tipo de trabalho”, justificou. Atualmente, existem sete grupos móveis em todo o país, formados por auditores, um procurador e policiais federais.

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A maioria das operações é feitas pela unidade local, com apoio de policiais militares. Até este mês, apenas seis ações foram feitas por um grupo móvel do Ministério do Trabalho em todo o Estado, libertando 107 trabalhadores. “Tenho dois pedidos de fiscalização, em que a denúncia é consistente, aguardando aprovação da Secretaria de Inspeção do Trabalho. Mas quando passado um tempo, essas denúncias deixam de ser prioridade”, acrescentou.

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O procurador lembra que a maioria da exploração da mão-de-obra acontece em fazendas. Das operações, apenas uma foi em uma carvoaria da região. Quando constatado crime, o proprietário é autuado e, além de ter que pagar os direitos trabalhistas, pode ser punido.

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Além da região Norte, outras enfrentam esse tipo de problema. No primeiro semestre, 16 empregadores do Mato Grosso apareceram na ‘lista suja’ por utilizaram mão-de-obra em situação análoga à de escravo. Em todo o país foram 192 nomes, em 16 Estados diferentes.

Gomes espera que os trabalhos sejam intensificadas com a nomeação de 70 auditores fiscais, que passarão a atuar no combate ao trabalho escravo, e com a implantação do ‘plano estadual de erradicação do trabalho escravo’, em análise pelo Governo do Estado.

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