Nortão: familiares homenagearão 154 mortos na queda de boeing
A segunda maior tragédia da aviação brasileira completa um ano no próximo sábado (29). Os parentes dos 154 passageiros e tripulantes do vôo 1907, da Gol, prestarão homenagens às vítimas. Um avião da Força Área Brasileira irá levá-los ao local onde houve a queda, após o boeing ser atingido pelo jato Legacy, de uma empresa norte-americana, e cair em uma floresta ao lado da fazenda Jarinã a 200 km de Peixoto de Azevedo.
Por enquanto, não há confirmação de quantos familiares participarão da homenagem. De acordo com a FAB, a aeronave sairá de Brasília e segue até a base da Serra do Cachimbo (PA), onde posteriormente, parte em direção ao local do acidente. Não foi definido se haverá apenas um sobrevôo na região ou se descerão na clareira (foto) aberta pelos militares para resgatar os corpos.
A homenagem havia sido planejada pela Associação de Parentes das Vítimas do Vôo 1907. No início do mês, a presidente Angelita Marchi informou, ao Só Notícias, que a ida ao local dependia de auxílio da Força Aérea. A intenção era chegar o mais próximo possível da área do acidente ou também ir à Fazenda Jarinã, onde foi montada a base de operação do Exércio e Aeronáutica para traslado dos corpos.

As investigações que apuram as causas da colisão prosseguem. Ontem, em uma carta lida na CPI do Apagão Aéreo, os familiares reivindicaram acesso ao conteúdo da gravação da caixa-preta do avião. O relator Marco Maia (PT-RS) disse que a liberação do áudio precisa de autorização da Aeronáutica.
O processo segue e a Justiça Federal aguarda a apresentação da tese e testemunhas de defesa dos controladores de vôos indiciados no processo do acidente envolvendo o boeing. Após, o juiz Murilo Mendes dará prosseguimento ao processo, marcando as oitivas de testemunhas e outras diligências que forem solicitadas, para dar a sentença final.
Os advogados dos pilotos do jato Legacy Joseph Lepore e Jan Paladino – também apontados como culpados pela queda – já apresentaram a tese de defesa e arrolaram cinco testemunhas para cada, sendo a maioria dos EUA. O Ministério Público Federal também apresentou apenas duas testemunhas, sendo um supervisor de controle aéreo e um passageiro do jato Legacy.
Os controladores Jomarcelo Fernandes dos Santos, Lucivando Tibúrcio de Alencar, Leandro José Santos de Barros e Felipe Santos dos Reis, foram ouvidos em Sinop. Eles trabalhavam no Cindacta 1, em Brasília, no dia do acidente, e foram acusados pelo Ministério Público Federal de terem colaborado para a colisão entre o boeing e o Legacy, que, conforme denúncia do MPF, voava em altitude errada e com o transponder desligado.
Os pilotos Joseph Lepore e Jan Paladino não compareceram na audiência e o juiz determinou que o processo siga à revelia, ou seja, apesar da não presença de ambos durante as audiências realizadas no Brasil. Todos são acusados por atentado à segurança de aeronaves, crime culposo (quando não há intenção). Somente o controlador Jomarcelo Fernandes dos Santos responde por crime doloso (quando há intenção).







