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quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Moradores do Nortão protestam contra ONG

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Um grupo de moradores de Apiacás não gostou da “visita” de integrantes da Ong WWF, na terça-feira, 03, durante as comemorações dos 19 anos da cidade e estendeu uma faixa com os dizeres “Fora WWF”. A manifestação desagradou ao governador Blairo Maggi que também visitava a cidade no momento. O clima ficou um pouco tenso, mas a situação acabou sendo contornada rapidamente, após um pedido feito pelas autoridades, para que a faixa fosse retirada do local.
Discurso – O governador Blairo Maggi teve como “platéia”, durante o seu discurso, um grupo de jornalistas alemães e não perdeu tempo, cobrando dos organismos ambientais que ajudem a “pagar a conta” da preservação ambiental.Maggi lembrou que a colonização da região não teve muitas alternativas econômicas e se viu obrigada a “avançar na floresta e usar dos recursos naturais que eram oferecidos”, mas salientou que esta fase já terminou. “Agora está cientificamente comprovado, que os problemas ambientais que nós temos são problemas sérios e que se não nos afetam hoje, ou se nos afetam pouco hoje, afetarão muito no futuro aos nossos filhos, aos nossos netos e quem sabe a humanidade”, disse Maggi enquanto era acompanhado atentamente pelos ativistas da WWF. “Todos nós temos a responsabilidade ambiental”, declarou, para em seguida emendar, “quem vai pagar esta conta, como vamos organizar esta conta?”.

Blairo Maggi defendeu que o governo de Mato Grosso pode fazer um compromisso com o mundo de ter um “desmatamento zero”, mas que para isso é preciso que se encontre uma alternativa econômica para a população. “Nós temos uma proposta muito clara, de que o mundo precisa ajudar a manter as florestas em pé”, disse, convocando os organismos e os governos internacionais a realizar um programa onde os produtores sejam pagos para manter a floresta intacta. O governador lembrou que, pela legislação atual, cada proprietário pode derrubar 20% de suas propriedades para fins comerciais, sem temer a ação da fiscalização, mas que até mesmo as derrubadas nessa área podem ser evitadas. “Que cada proprietário que não desmate, receba um ‘x’ por ano pra fazer o serviço ambiental. Cada produtor desta região irá se transformar num fiscal do meio ambiente. Ninguém vai ter de mandar uma equipe pra cá pra fazer fiscalização”, declarou.

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Para os ativistas da WWF, o discurso de Maggi foi “muito bem vindo, no sentido da preocupação ambiental”, avaliou Marcos, o representante da ong para Mato Grosso. “Nossa posição é estar aberto ao diálogo no sentido de estar fomentando alternativas econômicas mais coerentes com a natureza”, disse, mostrando a preocupação com a busca por alternativas econômicas que tenham respeito com o meio ambiente. “Foi bom escutar este discurso dele, acho que a questão de mudanças climáticas hoje deu uma requentada nas discuções ambientalistas”, decalrou.

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Quanto ao “desmatamento zero” proposto por Blairo Maggi, Marcos disse que “esse é um grande desafio” e que é necessário uma mudança significativa de “visão de mundo”. Meio incrédulo, o ativista não contrariou o discurso, mas achou que é um “desafio enorme conseguir ter um desmatamento zero” (…) isso tá longe do controle dele porque isso é uma visão de sociedade, uma mudança como o iluminismo foi pra Idade Média, seria para nós uma mudança de paradigma de sociedade. Eu acho possivel mas é um desafio enorme, enorme, enorme”, reforçou.

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Ao atender a imprensa, o governador Blairo Maggi disse que “desmatamento zero” era apenas uma forma de expressão. “Zero você nunca vai ter, porque as pessoas têm sempre a liberdade e a opção de usar seus recursos naturais, pelo menos em 20% de suas terras para outras atividades que não sejam da preservação ambiental. Agora, eu penso que é possível nós corrermos atrás desta meta se nós envolvermos as comunidades, os produtores rurais que são donos destas terras, dando a eles uma renda que seja compatível com aquilo que está aberto. Aí nós teremos os próprios produtores como agentes ambientais tendo o maior interesse na preservção da floresta porque aquilo está lhe rendendo alguma coisa”, disse Blairo Maggi. “Se temos que fazer nossa parte na questão do aquecimento global, e temos que fazê-la, mas também não podemos abandonar à própria sorte as pessoas que vivem aqui em Apiacás e toda a região que vieram atrás de um sonho (…) então nós temos que equacionar, como é que nós damos o desmatamento zero e como é que nós damos a estas pessoas a oportunidade de crescerem economicamente e socialmente”, fanalizou o governador

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